quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CPI ouve Wajngarten nesta quarta e gerente da Pfizer na quinta-feira

Ex-secretário de Comunicação da Presidência da República vai falar sobre compras de vacinas da Pfizer e de campanhas de comunicação que não foram feitas pelo governo.
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 ouve, nesta quarta-feira (12), o ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten. Ele deve falar sobre o atraso na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde e as campanhas do Governo Federal em temas como isolamento social e “tratamento precoce”. A reunião está marcada para às 9h30 (horário de Brasília).

A convocação de Wajngarten atende aos requerimentos dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Randolfe lembra que, em entrevista à revista Veja, o ex-secretário de Comunicação disse que o Ministério da Saúde teria sido o responsável “pelo atraso das vacinas”. “[Wajngarten] informa possuir e-mails, registros telefônicos, cópias de minutas do contrato, dentre outras provas para confirmar sua afirmação”, justifica o senador.

Para Alessandro Vieira, o depoimento pode esclarecer “todas as questões de publicidade e comunicação oficial do governo” durante a pandemia. O parlamentar pretende explorar temas como “isolamento social, vacinação e emprego de medicamentos sem eficácia comprovada”.

Pfizer/Biontech na quinta-feira

O gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, presta depoimento como testemunha na Comissão no dia seguinte (13), às 9h (horário de Brasília).

O objetivo é esclarecer relatos de que o Ministério da Saúde rejeitou, mais de uma vez, uma oferta de venda de 70 milhões de doses de vacinas da empresa farmacêutica Biontech.

A oitiva atende ao requerimento (REQ 412/2021) do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD). Para ele, é fundamental esclarecer se a oferta realmente ocorreu, em que termos se deu e quais os motivos para a rejeição. 

Em seu pedido, Omar havia convocado a presidente da subsidiária da farmacêutica Pfizer no Brasil, Marta Díez. Entretanto, a empresa solicitou que ela fosse dispensada e substituída por Murillo.

Segundo a Pfizer, o gerente poderá esclarecer os fatos relacionados às negociações feitas com o Governo desde o início do segundo semestre de 2020 para a aquisição de vacinas.

De acordo com documento enviado pela Pfizer ao Senado, Díez não teve participação nas tratativas do ano passado, pois ocupava posto na filial chilena da empresa.  

Da Redação, com informações da Agência Senado

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