A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid foca os seus trabalhos dessa semana nos processos para aquisição de vacinas. O primeiro interrogado será o presidente Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres que deverá esclarecer, nesta terça-feira (11) se houve uso político do órgão para retardar a aprovação de imunizantes.
Na quarta-feira (12) a CPI ouvirá o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten, para esclarecer questões relacionadas as doses de vacinas na Pfizer rejeitadas pelo governo. A presidente da subsidiária brasileira da Pfizer, Marta Díez, prestará depoimento na quinta-feira (13) aos senadores.
Requerimentos
Serão ainda avaliados 229 requerimentos que podem ser votados ao longo desta semana. São 79 convites para audiências públicas e 150 pedidos para a convocação de testemunhas.
Há quem cogite a possibilidade de que entre os convocados estejam o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e seu vice Carlos Almeida, que na semana passada afirmou o uso de Manaus como “laboratório” da estratégia de “imunidade de rebanho”.
Em Manaus, a secretaria municipal da Saúde, Shadia Fraxe e o prefeito David Almeida (Avante) também podem ser chamados para depor por meio de requerimentos. Mas, fontes do RealTime1 acreditam ser pouco provável a convocação de entes políticos na CPI.
O chamado aos ministros de Jair Bolsonaro também estão em pauta na CPI. Os ex-ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), para esclarecer as dificuldades para negociação de vacinas no mercado internacional, e Osmar Terra (Cidadania) para falar sobre as afirmações sobre a imunidade de rebanho.
Com informações da Agência Senado
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