As grandes plataformas de redes sociais não ficarão livres de punição no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. A garantia foi dada pelo presidente CPI, senador Omar Aziz (PSD), ao anunciar a convocação dos representantes legais de Facebook, WhatsApp, Instagram – os três de propriedades do magnata Mark Zuckerberg –, Twitter e Youtube no Brasil para depor na comissão.
Conforme Omar Aziz, as plataformas precisam responder pelo fato de divulgar conteúdos mentirosos (fake news) sobre vacinas, tratamentos sem comprovação científica para a Covid e desinformação de um modo geral produzidos por grupos bolsonaristas e veiculados nas redes sociais. “A CPI vai responsabilizar o produtor do conteúdo mentiroso, mas as plataformas precisam se explicar. Não é possível ainda hoje termos robôs funcionando nessas plataformas”, afirmou o senador pelo Amazonas.
Essa nova frente de investigação aberta pela CPI da Covid, que vai investigar a responsabilidade das plataformas de mídia digital na disseminação de fake news, é um dos frutos da colaboração iniciada com a Comissão Parlamentar Mista das Fake News.
A troca de informações foi adensada no recesso a partir da cooperação estabelecida entre o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB/AL), e um dos titulares da CPMI das Fake News, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB/SP).
Texto: Gerson Severo Dantas
Leia mais: