quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Pesca esportiva: alto potencial e pacotes de até R$ 70 mil no AM

Descida dos rios marca o início da temporada de pesca esportiva que vai movimentar mais de 30 mil turistas
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Pescador esportivo segura um tucunaré paca
A pesca do tucunaré atrai para o Amazonas mais de 30 mil turistas a cada ano

A temporada de seca da bacia Amazônica, que vai até novembro, trará para o Estado uma turma de turistas que vai invadir todas as praias e curvas de rios em busca de diversão e aventura na pesca esportiva.

Conforme a Empresa Amazonense de Turismo (Amazonastur) são esperados, nesta temporada, mais de 30 mil fãs da pesca esportiva. Eles chegam a região em busca de Tucunarés, Pirapitinga e bagres, como Piraíba, Jaú e Pirarara, que facilmente alcançam 200 quilos de peso

Um dado interessante dessa modalidade de turismo é que a pesca esportiva tem potencial tanto para o turismo interno, realizado por moradores de Manaus, quanto de brasileiros de outros estados e pescadores internacionais, estes submetidos a certos riscos em operações ainda pouco conhecidas.

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Para o turismo interno, por exemplo, as operadoras oferecem pacotes em municípios como Autazes e Careiro, aonde a pesca é forte no paraná do Mamuri, lagos do Tracajá e Maçarico e no rio Juma. Entre amigos, a opção dos manauenses é o rio Tarumã-Açu ou lago de Balbina, em Presidente Figueiredo.

Pacotes para pesca esportiva nestes municípios da Região Metropolitana são vendidos por até R$ 2 mil um fim de semana, com hospedagem, guias e piloteiros para acompanhar o pescador nas melhores áreas para pesca. Licença de pescador amador, expedida por órgão ambiental competente, é exigida do turista.

Essa região é boa de pescar, mas a maioria de Manaus já conhece os caminhos das pedras por ali e só faz alugar as canoas, pagar o piloteiro e dormir nas barrancas do rio“, diz o empresário José Milani, que costuma pescar nessa região e não contrata os serviços de hospedagem e guias locais.

Mas o mercado na Região Metropolitana de Manaus está crescendo e, desde o início do ano, a Amazonastur e a Secretária de Produção Rural (Sepror) oferecem em parceria cursos de capacitação para operadores de hotéis, piloteiros e guias de turismo.

A pesca esportiva é um grande carro-chefe do turismo no Amazonas. Temos um público americano muito forte, público paulista muito forte. Então, a gente tem que ter um carinho especial, porque é um vetor de emprego e renda e oportunidade de negócios”, resume o presidente da Amazonastur, Gustavo Sampaio.

Pesca esportiva em alto nível

Para pescadores profissionais do Brasil e do exterior, a demanda tem sido principalmente atraente para pescarias no rio Negro, em lagos dos municípios de Novo Airão e, sobretudo, Barcelos, onde a atividade de pesca esportiva está mais consolidada.

Em Barcelos, primeira capital do Amazonas, existem pelo menos 10 operadoras de turismo especializadas em pesca esportiva e há espaço para todos os bolsos que estejam recheados com mais de R$ 5 mil. Este valor paga pela hospedagem e os guias. A logística e a alimentação fica por conta do pescador.

Turistas brasileiros e internacionais, contudo, podem desembolsar bem mais do que isso para bancar transporte aéreo a partir de Manaus, estadia em iates de luxo, alimentação e bebida all inclusive e guias especializados e conhecedores das melhores regiões para a pesca.

Para estes aficcionados pela pesca esportiva, o bolso precisa ser o guia dele, pois a aventura pode passar de R$ 30 mil por uma semana de pescaria nos melhores iates e com os melhores chefes de cozinha.

Nível da pesca esportiva em outro patamar

Por fim, uma região pouco conhecida do amazonense tem visto a pesca esportiva crescer de maneira regular e silenciosa. Trata-se do rio Roosevelt, no município de Novo Aripuanã, na região Sul do Amazonas.

Pescador esportivo segura bagre de mais de 100 quilos no rio Roosevelt
Pescador esportivo segura bagre de mais de 100 quilos no rio Roosevelt, em Novo Aripuanã

Lá um pacote de sete dias na pousada pioneira da pesca esportiva local pode sair por até U$$ 21 mil. Você não leu errado não: R$ 70 mil. Mas ai tudo é exclusivo e de altíssima qualidade envolvida, a começar pela logística de chegada, que é por via aérea.

Essa pousada tem pista de pouso que pode receber aeronaves como o KingAir, GrandCaravan e Sêneca. Quem compra o pacote tem direito a hospedagem gratuita das tripulações, que assumem o percurso a partir de Porto Velho (RO) ou Manaus.

São apenas seis chalés luxuosíssimos na sede da pousada e mais três postos avançados ainda mais embrenhados na Floresta Amazônica também na região do rio Rossevelt. Pescar Tucunarés de dez quilos e bagres gigantes de até 300 quilos são o que faz a cabeça de quem paga essa pequena fortuna.

No site da pousada, o depoimento dos pescadores sinaliza o fascínio que foi ter passado por essa área preservadíssima da floresta e pescar em seus rios. Confira alguns:

Eu que não pesco, pesquei. Eu que não desligo, desliguei. Como brasileiro do sul, sempre quis conhecer a Amazônia, conheci. Local deslumbrante, equipe treinada. Agora conheço e fui bem“, destacou Erino Tomom.

“Foram muitos os momentos inesquecíveis que eu vivi nesta floresta, mas não posso deixar de mencionar aqui as duas observações que fiz da rara choca-de-garganta-preta (Rondonia Bushbird), as lindas fotos que fiz da mãe-de-taoca-dourada (Pale-faced Antbird) e os magníficos encontros com a onça-pintada (Jaguar) às margens do Rio Roosevelt”, escreveu Edson Endrigo.

Tivemos 5 dias surreal em relação à pesca com uma variedade incrível de peixes, pegamos 387 exemplares entre eles 4 pirararas acima de 35kg e outras 10 exemplares menores, 1 Caparari de 18kg, Várias Cacharas, Muitos Tucunarés de 2Kg a 6Kg, Corvinas de 3kg a 7Kg, Cachorras de até 12Kg, Jundiá de até 12Kg, Piaus e mais umas três espécies que não me recordo o nome“, festejou Ferando Marzochi.

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