quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Com medo, Bolsonaro recua e diz que não atacou segurança das urnas

Bolsonaro foi chamado a apresentar provas ao TSE sobre suas falas sobre fraudes nas eleições. O TSE tem sido alvo de ataques por parte de bolsonaristas nos últimos meses.
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Bolsonaro
Bolsonaro disse que não existe interferência e que ninguém quer impor nada em relação ao processo eleitoral brasileiro (Foto: Reprodução)

Bolsonaro disse ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não faz ataques à segurança das urnas eletrônicas. Ao invés disso, agora o presidente diz apenas que defende que o sistema seja aprimorado.

A resposta, dentro do prazo de 15 dias dado pelo corregedor-eleitoral da Justiça Eleitoral, foi direcionada ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Felipe Salomão, que havia solicitado de Bolsonaro provas da suposta fraude nas urnas eletrônicas.

No entanto, e repetindo discursos recentes, o presidente não apresentou nenhuma prova que comprovasse problemas no sistema eleitoral.

“Na realidade, é em nome da maior fiabilidade do sufrágio que há muito se tem defendido a necessidade de robustecer ainda mais o sistema eletrônico de votação com alguma medida física de auditagem imediata do eleitor, tão logo esse deposite o seu voto na urna e, se for o caso, mais tarde pela própria Justiça Eleitoral”, escreveu o presidente.

O presidente da República foi chamado a apresentar suas razões ao TSE pelo corregedor nacional da Justiça Eleitoral, o ministro Luís Felipe Salomão. Salomão que integra o Superior Tribunal de Justiça (STJ), cobrou em 21 de junho que Bolsonaro comprovasse suas falas sobre fraudes nas eleições. O TSE, que retornou aos trabalhos na segunda-feira (2), tem sido alvo de ataques por parte de bolsonaristas nos últimos meses.

A corte eleitoral, no entanto, também passou a adotar medidas práticas conta o discurso do presidente da República. Na sessão que abriu os trabalhos no semestre, o TSE abriu um inquérito para apurar se as falas de Bolsonaro configuram abuso de poder econômico e fraude.

Da Redação, com informações do Congresso em Foco.

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