O ano é 1920, fim do ciclo da borracha, Manaus passa por um momento difícil de grave crise financeira. Desempregados e sem condições de manter uma casa, os mais pobres migram para as margens dos rios e enxergam no espelho d’água doce uma oportunidade.
Construídas com madeira sobre toras de árvores de espécies pesadas, firmes e tão baratas que eram descartadas por madeireiros no rio, casas flutuantes, construídas sobre os rios rapidamente tomaram conta de toda a orla da capital do Amazonas. Nascia a cidade flutuante.
Hoje, 2021, fim de semana em Manaus. Alguns dos locais mais procurados por quem quer paz e diversão perto da natureza estão sobre o rio Tarumã. São centenas de flutuantes que atendem um público bem variado. Os particulares são alugados por grupos de amigos e famílias. Os comerciais servem bebida, comida, como bares e restaurantes.
A primeira reportagem da série sobre os flutuantes do Tarumã produzida pelo Realtime1 mostra os pontos em comum e as diferenças entre as casas que serviam de moradia para os sem teto da primeira metade do século XX e os empreendimentos comerciais que se tornaram uma das principais opções de lazer dos manauaras.
Veja a reportagem especial abaixo:
Da Redação
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