quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Caminhoneiros querem desonerar diesel às custas da ZFM

Proposta feita pelos caminhoneiros ao Ministério da Economia sugere retirar incentivos fiscais das fabricantes de bebidas instaladas no PIM. Medida gerará desemprego.
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Imagem de refrigerantes
Refrigerantes sofrerão incidência de sobretaxas do Imposto Seletivo. (Arquivo)

Com o fim da vigência do decreto presidencial que reduzia a zero os impostos federais sobre o óleo diesel, caminhoneiros pleiteiam a continuidade da desoneração e para compensar a renúncia fiscal, sugerem o aumento da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do setor de bebidas da Zona Franca de Manaus, de 4% para 8%.

A proposta, feita pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), ao ministro da economia Paulo Guedes, ameaça a operação das fabricantes do segmento de bebidas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), que contam com os incentivos fiscais para operação e emprego de mão de obra no estado.

Os caminhoneiros sugerem que, para manter o benefício à categoria, o governo retire os incentivos fiscais do setor de bebidas.

“Com a alteração das alíquotas de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) no concentrado de refrigerantes de 4% para 8%, da Zona Franca de Manaus, o impacto positivo aos cofres públicos será de R$ 5 bilhões”, argumentou o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão.

A Abrava disse que “acredita” e “aguarda” o atendimento do seu pedido pelo governo federal. “Uma vez que indicamos onde pode ser feita a contrapartida da manutenção do zeramento da alíquota dos impostos federais no diesel”, disse.

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