Um estudo do Fórum Econômico Mundial prevê que o Brasil precisará de R$ 1 tri para cumprir suas metas climáticas do Azordo de Paris até 2030. O desafio financeiro está no fato de que apenas metade dessa quantia está prevista até o momento.
O FEM e a consultoria Oliver Wyman publicaram o estudo “Encontrando Caminhos, Financiando a Inovação: Enfrentando o Desafio da Transição Brasileira” destacando os principais desafios e oportunidades na agenda de transição climática do Brasil.
O Brasil assumiu o compromisso de diminuir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025 e em 50% até 2030.
De acordo com o estudo, no ano de 2019, o Brasil ocupava a sexta posição entre os maiores emissores de Gases de Efeito Estufa (GEE) globalmente, contribuindo com 3% do total de emissões no planeta.
O estudo também revela que cerca de 70% das emissões do país eram provenientes de atividades relacionadas a mudanças no uso do solo, desmatamento e práticas agrícolas.
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O estudo reconhece as medidas adotadas pelo país para alcançar suas metas climáticas, incluindo a criação do Fundo Amazônia e do Programa Nacional de Crescimento Verde.
No entanto, indica como “desafios significativos” que necessitam de investimento de 200 milhões de dólares para de fato o país cumprir as metas estabelecidas.
Além da parte financeira, o estudo identifica outros obstáculos de grande relevância, como o fim do desmatamento, a coordenação de estratégias de descarbonização abrangendo vários setores, qualificação de pessoas em sustentabilidade e a prática da agricultura com baixa emissão de carbono.
Por fim, é necessário que se direcione investimentos para as energias renováveis, o hidrogênio verde e o aprimoramento dos setores de transporte e siderurgia.