Uma pesquisa britânica comprova um drama que os brasileiros sentem no bolso: no Brasil, é praticamente impossível para um trabalhador assalariado comprar e manter um automóvel. De acordo com o levantamento divulgado pela Scrap My Car Comparasion, o custo para a aquisição e manutenção de veículos automotores no país é o quinto maior do mundo, na comparação com o poder aquisitivo da população.
Sendo assim, o levantamento registra a porcentagem do salário anual médio necessário para comprar e dirigir um carro em 40 países. O documento levou em consideração os valores médios de seguro, reparos e preços atuais dos combustíveis com os ganhos anuais per capita médios de cada país.
Pelos números da pesquisa, aqui no Brasil, os custos para comprar e manter um carro na garagem correspondem a 443,68% o salário médio anual dos trabalhadores. Ou seja, na média, o brasileiro que quiser ter um veículo novo precisa ganhar, no mínimo, mais de 4 vezes o que recebe por ano.
Além do Brasil, outros três países sulamericanos aparecem entre os cinco mais caros em termos de manutenção veicular do mundo. São eles, pela ordem: Argentina (515,77%), Colômbia (508,93%) e Uruguai (443,68%). Ainda segundo a pesquisa, o país onde os trabalhadores têm que desembolsar o maior percentual do salário para manter um veículo é a Turquia (652,29%).
Confira os 10 países onde os valores dos automóveis são mais deproporcionais em relação à renda anual da população:
- Turquia (652,29%)
- Argentina (515,77%)
- Colômbia (508,93%)
- Uruguai (443,68%)
- Brasil (441,89%)
- Ucrânia (413,78%)
- Guatemala (355,94%)
- Rússia (290,04%)
- México (285,20%)
- Costa Rica (269,83%)
Na outra ponta, a Austrália é onde os automóveis são mais acessíveis à população. Por lá, são necessparios apenas 49,48% do salário médio anual para comprar e manter um carro. Na sequência aparecem Estados Unidos (54,8%) e Dinamarca (60,3%).
Confira os 10 países onde os valores dos automóveis são mais acessíveis à população:
- Austrália (49,48%)
- Estados Unidos (54,87%)
- Dinamarca (60,34%)
- Canadá (64,40%)
- Suécia (75,84%)
- Alemanha (78,44%)
- Holanda (84,65%)
- França (87%)
- Reino Unido (89,36%)
- Finlândia (91,58%)
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