quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Faturamento de bares e restaurantes do AM tem alta de até 10% em abril

Em março, os números começaram a 'encostar' no resultado de 2019 e em abril chegou a superar entre 5% e 10% os números do ano anterior ao início da pandemia.
COMPARTILHE

O setor de bares e restaurantes começa a registrar recuperação nas vendas. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – seccional Amazonas (Abrasel-AM), no mês de abril, o segmento contabilizou crescimento entre 5% e 10% em relação a igual período de 2019, antes da pandemia. Os números resultam da adoção de estratégias de mercado, em meio à alta dos preços, com o intuito de manter o volume de vendas.

O presidente da Abrasel-AM, Rodrigo Zamperlini, comenta que somente em abril o setor conseguiu obter crescimento. Nos meses de janeiro fevereiro, em decorrência da variante Ômicron e do período de férias, com pessoas em viagem, a frequência nos salões dos estabelecimentos reduziu em cerca de 20% em comparação ao primeiro bimestre de 2019.

“No mês de março, os números começaram a ‘encostar’ no resultado de março de 2019 e em abril chegou a superar entre 5% e 10% os números do ano anterior ao início da pandemia. O mês de maio está caminhando para ser o primeiro mês de recuperação, no ano, em real, descontando a inflação”, informou o presidente.

Conforme o empresário, a expectativa é que os resultados no ano superem os números de 2019. Ele não soube informar o faturamento de 2019.

“A expectativa é que o setor consiga repetir ou até superar os resultados de 2019. Porém, é necessário que os empresários estejam atentos à gestão do negócio, caso contrário, podem ocorrer vendas sem lucro”.

Zamperlini explica que os bares e os restaurantes tentam ao máximo segurar os preços para não repassar, de forma linear, os custos ao consumidor. Em meio ao cenário de instabilidade na economia, os bares e os restaurantes adotam alternativas como a revisão dos opcionais apresentados nos cardápios a preços mais acessíveis.

“O consumidor está com menos dinheiro porque os salários não acompanham os aumentos e um dos primeiros cortes feitos é o da alimentação fora do lar. Tentamos ‘driblar’ isso segurando os reajustes ou oferecendo opções mais em conta ao cliente”, relata.

Texto: Priscila Caldas

Leia Mais:

COMPARTILHE