De janeiro a abril deste ano, o Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares do Amazonas (SINDECHRSAM) registrou cerca de três mil rescisões contratuais decorrentes do baixo movimento no setor hoteleiro. O segmento também teve números expressivos em perdas laborais por conta da Covid-19.
O setor, que até 2019 contabilizava 80 mil trabalhadores em atividade, em maio deste ano, conta com metade dos empregados, ou seja, 40 mil pessoas em atuação.
Assim como os diversos segmentos econômicos, hotéis, bares e restaurantes do Estado ainda tentam recuperar as perdas decorrentes da pandemia.
De acordo com o presidente do SINDECHRSAM, Gerson Almeida, até o momento não há sinais de contratações. Mas, somente de reposições daqueles colaboradores que se ausentaram do trabalho por motivo de doença ou por falecimento.
“Ainda enfrentamos um cenário negativo. Não há contratações, mas, somente reposições de trabalhadores que substituem as pessoas que se ausentaram por licença médica ou porque faleceram devido à Covid-19. Os óbitos ocorreram com expressividade desde 2020, mas ainda estamos levantando esses números”, informou o presidente.
Cadeia de prejuízos
Segundo Almeida, o segmento hoteleiro continua sendo o mais afetado, isso porque agrega toda uma cadeia de atuação e envolve diversas áreas como restaurantes e bares na área interna do hotel.
Para ele, a adoção de medidas de flexibilização, por parte das empresas, para a manutenção do emprego ajudam porque o trabalhador mantém a oportunidade de emprego. Porém, prejudica o empregado, que segundo ele, perde direitos trabalhistas.
“Para se manter empregado o trabalhador adere a acordos por meio de redução de jornada, suspensão de contrato de trabalho, por exemplo. Mas ao final, ele tem perdas em direitos como férias, 13º salário, pagamento de FGTS, e fica desprovido”, avalia.
Texto: Priscila Caldas
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