quinta-feira, 24 de setembro de 2026

André Mendonça marca presença em culto da família Câmara

Recém aprovado para o Supremo Tribunal Federal, André Mendonça vai julgar ação por prática de rachadinha do deputado Silas Câmara, um dos pastores da Assembleia de Deus.
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O recém aprovado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), pastor presbiteriano André Mendonça, que vai julgar ação penal pela prática de rachadinha do deputado federal Silas Câmara (Republicanos), vai vir a Manaus na segunda-feira (13) para participar de um culto da Igreja da Assembleia de Deus, presidida no Amazonas pelo pastor Jonathas Câmara, irmão de Silas.

No dia que o juiz foi aprovado ao STF pelo Senado, Silas comemorou o resultado abraçado a André Mendonça. Na ocasião, Mendonça chamou Silas Câmara de “guerreiro” e o deputado retribuiu o elogio dizendo que o futuro ministro do STF “fez história”.

Segundo publicação do próprio Jonathas Câmara em uma rede social, o culto administrativo anual e reunião da Assembleia Geral Ordinária da igreja vai ocorrer às 19h00, no Auditório Canaã, no bairro Japiim.

Silas Câmara será julgado no STF na Ação Penal 864 que é relatada pelo ministro Roberto Barroso e vai fixar o entendimento do Supremo sobre a prática da ‘rachadinha’, um dos crimes atribuídos ao parlamentar amazonense.

O julgamento foi adiado pelo presidente da Corte, ministro Luiz Fux, para o ano que vem. O esquema de rachadinha consiste no repasse, por parte de um servidor público ou prestador de serviços da administração, de parte de sua remuneração a políticos e assessores.

É possível que Mendonça peça mais tempo para analisar o mérito quando a ação for julgada pelo plenário do Supremo, suspendendo o julgamento e, assim, fazendo com que Silas ganhe fôlego na Câmara.

A Procuradoria-Geral da República acusa Silas de peculato, cuja pena é de dois a doze anos de prisão. À Justiça ele nega ter cometido irregularidades. O processo tramita no STF desde 2013 e já foi adiados várias vezes.

Durante sessão que o sabatinou, Mendonça se comprometeu com pautas consideradas “pecaminosas” como casamento de pessoas do mesmo sexo e também defendeu o estado laico.

Depois de aprovado, o ministro declarou em coletiva de imprensa que a nomeação dele foi “um passo para um homem, um “salto para os evangélicos”.

Texto: Jefferson Ramos

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