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quinta, 20 de janeiro de 2022

Rachadinha: aguardando decisão, Silas celebra ‘ministro evangélico’

Julgamento sobre possível prática de rachadinha por Silas Câmara já foi adiado diversas vezes. Chegada de André Mendonça ao STF pode brecá-lo mais uma vez

2 de dezembro de 2021

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É possível que Mendonça peça mais tempo para analisar o mérito quando ação for julgada pelo plenário do Supremo (Foto: Divulgação)

O deputado federal Silas Câmara (Republicanos) comemorou a confirmação de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar, que é um dos líderes da bancada evangélica no Congresso, aguarda o julgamento pelo Supremo de ação penal pela prática de ‘rachadinha’.  

“Temos um ministro evangélico no Supremo Tribunal Federal. Toda honra e toda glória para Deus”, disse ele a Mendonça, enquanto se abraçavam.

André Mendonça chamou Silas de “guerreiro” e o deputado retribuiu o elogio dizendo que o futuro ministro do STF “fez história”.

A confirmação de André Mendonça no STF foi aprovada por 47 a 32 no plenário do Senado. Placar mais apertado registrado. Durante sessão que o sabatinou, Mendonça se comprometeu com pautas consideradas “pecaminosas” como casamento de pessoas do mesmo sexo e também defendeu o estado laico. Depois de aprovado, o ministro declarou em coletiva de imprensa que a nomeação dele foi “um passo para um homem, um “salto para os evangélicos”.

‘Cortina de fumaça’

A troca de afagos entre Silas Câmara e André Mendonça se justifica pelo julgamento da ação que é relatada pelo ministro Roberto Barroso, que foi adiado pelo presidente da Corte, ministro Luiz Fux, para o ano que vem.

A partir desse julgamento, o STF vai fixar o entendimento sobre a prática da ‘rachadinha’, um dos crimes atribuídos ao parlamentar amazonense.

É possível que Mendonça peça mais tempo para analisar o mérito quando a ação for julgada pelo plenário do Supremo, suspendendo o julgamento e, assim, fazendo com que Silas ganhe fôlego na Câmara.

A Procuradoria-Geral da República acusa Silas de peculato, cuja pena é de dois a doze anos de prisão. À Justiça ele nega ter cometido irregularidades.

O processo tramita no STF desde 2013 e já foi adiados várias vezes.

Texto: Jefferson Ramos

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