quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Amazonas Energia é convocada à Aleam para falar sobre atuação no interior

O pedido de nova audiência pública com a Amazonas Energia ocorre após a interrupção de energia, por 21 dias, gerar protestos no município de Japurá.
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Após o abastecimento de energia elétrica ser interrompido por 21 dias e gerar protestos no município de Japurá, distante 780 quilômetros de Manaus, a concessionária Amazonas Energia será novamente convocada a comparecer à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e prestar esclarecimentos sobre a baixa qualidade do serviço ofertado do interior.

A iniciativa do deputado Wilker Barreto (Podemos), chega após outra denúncia, agora de Uarini, na região do Baixo Amazonas. O parlamentar defendeu a convocação da empresa para uma audiência pública, onde ela passe por “um constrangimento público” ao ser confrontada acerca das quedas de energia no Estado.

“Sou um defensor da privatização, mas infelizmente o interior está sofrendo demasiadamente com uma sucessiva interrupção de energia”, disse Barreto.

Frente pró-energia

O presidente da Aleam, Roberto Cidade (PV), lembrou que neste ano já houve uma audiência pública com a Amazonas Energia e que, desde então, nada ainda foi relatado sobre o desenvolvimento de projetos prometidos pela empresa para levar energia para os locais mais longínquos do Amazonas.

Cidade destacou ainda que casos de quedas de energia são recorrentes no estado e têm ocorrido também em outros municípios na calha do rio Madeira, como Novo Aripuanã e Manicoré, por exemplo. Ele pediu a mobilização do parlamento estadual para a criação de uma frente de combate aos maus serviços de energia elétrica, internet e água.

“Essa concessionária não está correspondendo às demandas do nosso interior. Todos os municípios que eu vou, me relatam o mesmo problema. Recebi há umas semanas vários representantes do município de Borba, também reclamando, eles ficam 12 horas sem energia”, relatou o parlamentar.

Ações em favor dos municípios

Já o deputado Dermilson Chagas (Podemos) propôs a chamada da Defensoria Pública do Amazonas, para que seja interessada uma ação coletiva das localidades que tem sido prejudicadas pelo mal serviço do empresa e esclareça às ações desenvolvidas em favor desses municípios.

“Acredito que precisamos chamar a Defensoria Pública para que ela possa relatar o que está sendo feito nos municípios do nosso Estado, porque esse é o papel dela”, reforçou Dermilson que recebeu também a sugestão de que fossem convocadas a Associação Amazonense dos Municípios (AAM) e o Ministério Público do Amazonas (MP-AM).

Texto: Giovanna Marinho

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