quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Indústrias vão à OAB para cobrar Amazonas Energia sobre interrupções

Empresários de sete empresas buscaram auxílio por meio da OAB-AM para reivindicar a normalização no fornecimento de energia elétrica por parte da Amazonas Energia.
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Polo Industrial Manaus PIM

A Comissão da Zona Franca de Manaus da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB Amazonas) e representantes de sete fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) se reuniram com representantes da concessionária Amazonas Energia para cobrar providências quanto às constantes oscilações no fornecimento de energia elétrica no parque industrial. As variações têm causado inúmeros prejuízos às fabricantes.

Um levantamento feito pelas empresas , que foi apresentado à OAB e encaminhado à concessionária, revela que, nos últimos três meses, ocorreram mais de sete suspensões no fornecimento de energia elétrica, afetando a capacidade produtiva de indústrias como a BIC do Brasil, P&G, Essilor, NovaMed Pharma, Michelin, Valfilm e Placibrás.

“Queremos saber o que está acontecendo. Essas indústrias estão tendo suas capacidades produtivas prejudicadas com essas variações e, consequentemente, o faturamento. A empresa de energia não informa absolutamente nada. Não se sabe como esses prejuízos serão sanados. Por isso, buscamos essa interlocução com a concessionária, pois são empregos que também podem estar ameaçados”, afirmou a presidente da OAB Amazonas, Grace Benayon.

Falta de Comunicação

Além das oscilações no fornecimento de energia, um outro problema apontado pelos representantes das indústrias é a falta de comunicação da concessionária quando as suspensões ocorrem.

“Queremos entender o que está acontecendo com o Distrito I e II. Um dia desses, tivemos uma suspensão de energia elétrica inesperada de 2 horas, o que impactou muito no nosso processo produtivo”, afirmou o gerente de departamento da P&G, João Dutra.

Umas das preocupações também apontadas pelos representantes das empresas é o fato de que as oscilações estão ocorrendo em um período de baixo consumo por parte da população em geral, devido ao inverno amazônico. Eles temem que , com a chegada das altas temperaturas e a retomada gradual das indústrias, os problemas se agravem ainda mais.

Segundo o diretor-técnico da Amazonas Energia na capital, Rodrigo Moreira, o déficit histórico de investimentos no setor de energia tem causado muitos problemas. Ele informou que a empresa tem redirecionado os investimentos para as situações mais críticas.

Obras de novas subestações como a da zona Norte e a do Distrito Industrial III começaram a sair do papel agora e que a concessionária está buscando outras alternativas como a aquisição de subestações móveis, a fim de garantir uma melhoria no sistema para a cidade de Manaus.

Ao final da reunião, houve um compromisso da empresa de melhorar a comunicação do setor de operações com as indústrias do PIM e a implantação de um serviço de atendimento diferenciado aos grandes clientes. Uma nova reunião será realizada nos próximos dias para que a empresa apresente outras alternativas de solução para o problema.

Com informações de assessoria

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