Nos últimos dois anos o Consórcio Oliveira, grupo responsável pela gestão da Amazonas Energia, deixou de investir mais de R$23,2 milhões em beneficiamento do sistema de fornecimento de energia elétrica no estado. O valor estava incluído no montante de mais de R$741,2 milhões prometidos pela empresa no ato do arremate da Distribuidora Amazonas Energia S/A, por meio de leilão, em 2018.
Ao assumir o comando da distribuidora, em 2019, a nova direção se comprometeu com projetos de investimentos que seriam executados com o valor total previsto de R$741.260.490, que segundo a empresa, seriam investidos na construção e expansão do sistema de distribuição de energia elétrica em alta, média e baixa tensão.
Conforme a assessoria de comunicação da Amazonas Energia, em 2019 foram investidos R$302 milhões e em 2020 os repasses somaram R$416 milhões, totalizando R$718 milhões, com um déficit de R$23.260.490.
A empresa alegou a pandemia como motivo para o não cumprimento do valor estipulado.
“…Destacamos a realização de 2020, mesmo superando os dados de 2019, poderiam ter sido ainda maiores não fosse o impacto decorrente dos efeitos da pandemia. Para 2021 são estimados investimentos da ordem de R$ 641 milhões…”, diz a empresa em nota.
Apagões estão na média ‘aceitável’, diz Amazonas Energia
Em resposta à matéria publicada pelo Real Time1 no último dia 8 de abril, que informa que o Amazonas ocupa o 14º lugar no ranking das tarifas de energia elétrica mais caras do país e mesmo assim sofre constantes interrupções no serviço, com média de suspensão de 48 ‘apagões’ mensais no estado, com duração média de 50 minutos (dados da Aneel), a concessionária informa que o número de interrupções está dentro do limite estabelecido pela Aneel.
“Estamos constantemente melhorando as rotinas de manutenção da rede de distribuição bem como de substituição de equipamentos das subestações que há anos não recebiam investimentos adequados, o que diminui a confiabilidade do sistema. É importante considerarmos que estamos em região com muita incidência de eventos relacionados às árvores sobre a rede, descargas atmosféricas, bem como animais sobre a rede de distribuição, consequentemente ocorrendo os desligamentos”.
Reportagem: Priscila Caldas
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