Empresas do setor de eventos estão com dificuldades para encaixar atividades até o final do ano, devido a retomada de shows após dois anos de picos da pandemia da Covid-19 e as mobilizações da campanha política que aquecem o setor.
A afirmação é do presidente da Associação de Entretenimento do Estado do Amazonas (Asseeam), Gerson Sampio.
“É difícil no momento dizer o quanto impactou, mas certamente tem um aquecimento o ano de eleição porque as campanhas políticas demanda serviços e profissionais. Hoje, junto com os shows que retornam após a flexibilização das medidas contra a Covid, as campanhas estão deixando as empresas sem espaço na agenda para fechar eventos até o fim do ano”, revela Gerson Sampaio.
A realização das convenções que se encerraram no dia 5 de agosto e as ações que vêm pela frente com candidatos reunindo apoiadores em mobilizações na capital e no interior, devem ajudar a melhorar a renda dos profissionais do setor.
“Isso é um alívio após dois anos que tivemos colaboradores parados, recebendo cesta, auxílios. Agora ajuda porque esses eventos precisam de seguranças com a empresa devidamente registrada, ambulância, profissionais da área de som, gente pra montar palanque, iluminação, animador de palco. É muita gente envolvida”, enumera Sampaio.
Ele destaca que a campanha também tem impactos nas atividades indiretas que são demandadas como aplicativos de transporte, ambulantes de bebidas e de lanche que vão para as ruas que dão acesso às concentrações, entre outros. “É uma boa oportunidade para os ‘caixeiros’, aqueles ambulantes que geralmente levam bebida em caixas de isopor”, acrescentou.
Sampaio também reforça que a retomada dos shows, inclusive internacionais anunciadas para Manaus nos próximos meses, só está sendo possível porque os casos de contaminação de Covid-19 estão sob controle em decorrência das vacinas existentes contra a doença.
Texto: Emerson Medina
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