Pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amazonas (Abrasel-AM) identificou que, entre 15 e 27 de janeiro, pico do avanço da Ômicron no Estado, 71% dos estabelecimentos do setor tiveram casos de afastamento de funcionários. Entre as empresas que tiveram afastamentos, a média foi de um funcionário afastado por Covid-19, a cada quatro que não puderam comparecer. No apurado do País, os afastamentos atingiram 76% das empresas de bares e restaurantes.
Apesar dos afastamentos, os estabelecimentos no Estado têm conseguido bom desempenho no faturamento. No mesmo período, segundo o levantamento da Abrasel-AM,o número de empresas que apuraram lucro no faturamento (38%) é superior ao de empresas que declararam prejuízo (21%), enquanto 41% informaram equilíbrio nas contas.
No apurado do ano completo de 2021, 34% informaram lucro, contra 33% que falaram em prejuízo e 34%, equilíbrio. Em dezembro do ano passado, 58% obtiveram lucro. “A boa notícia é o aumento do faturamento. Temos mais empresas com lucro do que prejuízo. Os afastamentos de funcionários preocupam, mas deve ser um fator sazonal, segundo os especialistas em saúde pública”, diz o presidente da Abrasel nacional, Paulo Solmucci comemorando também os números nacionais com 34% das empresas comemorando lucro em janeiro, contra 31% que indicaram prejuízo.
A Abrasel-AM identificou ainda que 34% das empresas que aderiram ao Simples Nacional estão com parcelas em atraso e 20% desses, entraram na dívida ativa da União, conseguindo assim renegociar os parcelamentos. No caso do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), apenas 10% têm parcelas em atraso, mas 16% dizem correr o risco de quebrar em função da alta da Selic, na semana passada que chegou a 10,75%. Em nível nacional, o risco de quebradeira é de 20% das empresas que aderiram ao programa.
Texto Emerson Medina
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