quarta-feira, 23 de setembro de 2026

MDB e PSDB sofrerão para eleger deputados federais em outubro

Liderados por caciques fortes no Estado, MDB e PSDB não têm quadros competitivos para eleger um deputado federal, a principal meta dos partidos brasileiros neste ano.
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O MDB e o PSDB, dois dos partidos mais importantes do País, têm dificuldades para formar uma chapa competitiva à Câmara Federal no Amazonas embora tenham líderes disputando as eleições majoritárias com grande apelo popular.

Virtual candidato ao Governo do Estado, o senador Eduardo Braga (MDB) tem garantido até o momento apenas o nome do deputado estadual Fausto Júnior na chapa para deputado federal.

Outro nome do partido seria o do ex-deputado federal e ex-vereador em Manaus Gedeão Amorim, mas ele praticamente está de saída do partido.

Com apenas Fausto – que na eleição de 2018 teve apenas 19.446 votos – é certo que o MDB não alcançará o quociente eleitoral de aproximadamente 220 mil votos necessário para eleger um deputado federal. Para se ter ideia da falta de quadros bons de votos no MDB, o partido sequer tem representante na Câmara Municipal de Manaus.

Tucanos em baixa

O PSDB convive com cenário semelhante, pois o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto é candidato ao Senado Federal, mas não tem garantido uma chapa competitiva à Câmara. O nome forte do partido é o da ex-deputada federal Conceição Sampaio, mas ela está de saída do ninho tucano.

Restariam entre os tucanos bons de votos a deputada estadual Terezinha Ruiz, mas ela dificilmente abdicaria de buscar uma reeleição tranquila para a Assembleia Legislativa do Amazonas.

Na CMM, o único representante do PSDB é o vereador Rosivaldo Cordovil, mas ele prefere ficar longe da eleição deste ano.

Aperto eleitoral

A formação de uma chapa competitiva para a disputa por uma vaga na Câmara Federal, acontece porque a minirreforma eleitoral criou novas regras que dificultarão a eleição de um candidato com voo solo.

O fim das coligações, a diminuição do número máximo de candidatos numa chapa e o acesso mais difícil as chamadas sobras partidárias, que garantem a chamada legenda, tornarão fundamental que os partidos formem chapas com vários candidatos competitivos, conforme foi alertado pelos advogados eleitorais ouvidos, na semana passada, pela TV RealTime1, Maria Benigno e Yuri Dantas.

Texto: Gerson Severo Dantas

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