quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Roraima negocia acordo para liberação de carretas entre BV e Manaus

Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, por conta da paralisação da categoria, cerca de 800 carretas estão paradas entre o Amazonas e Roraima.
COMPARTILHE
Mais um porto provisório segue para Itacoatiara para transbordo de cargas da Ásia
O abastecimento de insumos das empresas instaladas no PIM deverá ocorrer sem grandes problemas, bem como o envio de produtos acabados que seguem por via fluvial-marítima para os mercados consumidores do Brasil

O governador de Roraima (RR), Antonio Denarium (PP) tenta intermediar conversa entre auditores fiscais da Receita Federal e o governo federal, com o intuito de contribuir para o fechamento de um acordo e encerramento da greve da categoria. Na quarta-feira (5), o governador entrou em contato com o secretário especial da Receita Federal, Júlio Vieira, e se reuniu com os representantes do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco).

De acordo com o Sindifisco, por conta do movimento, 800 carretas estão paradas entre o Amazonas e Roraima.

O movimento pleiteia o pagamento de uma gratificação associada à produtividade, que não foi incluído no orçamento aprovado pelo Congresso, como prometido pelo Ministério da Economia. Em reivindicação, os auditores fiscais decidiram entregar cargos comissionados, que envolvem superintendentes regionais e delegados, e deflagrar greve.

O ato iniciou no dia 23 de dezembro. A paralização das atividades em áreas de fronteira iniciou na segunda-feira (3).

O governador tentou contato com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, que está em período de férias e repassou a demanda ao chefe-geral da Receita Federal, segundo a assessoria de comunicação do Ministério da Economia.

Denarium disse que se sensibiliza aos pedidos da categoria e seguirá na tentativa de contribuir para o fechamento de um acordo.

“Estão abertas as negociações para o reconhecimento do bônus salarial, de todos os auditores fiscais da Receita Federal. E o Governo de Roraima se sensibiliza com os caminhoneiros e as transportadoras que estão paradas. Reconhecendo também a necessidade da reposição salarial dos auditores da Receita Federal”, frisou o governador.

A reportagem questionou ao Sindifisco AM sobre o cenário da retenção de cargas em Manaus e nos postos da Receita Federal entre o Amazonas e Roraima, mas a representação do sindicato informou que não tem informações. A delegacia da alfândega portuária de Manaus também afirmou não ter informações.

Texto: Priscila Caldas

Leia Mais:

COMPARTILHE