O novo partido União Brasil, formado a partir da fusão entre PSL e DEM, deve perder seus dois ministros do Governo Bolsonaro. A informação foi revelada numa reportagem do O Globo que conversou com os dirigentes das duas legendas.
A matéria indica que o União Brasil deve perder Tereza Cristina (do Ministério da Agricultura) e Onyx Lorenzoni (do Trabalho), que devem migrar do Democratas (DEM) para outra sigla devido à conjuntura política em seus estados nas eleições de 2022.
Tereza Cristina tem apoio do União Brasil para continuar na legenda. No entanto, o cenário político do Mato Grosso do Sul pode resultar em sua saída para o Progressistas (PP).
A ministra pretende se candidatar ao Senado, mas a mesma cadeira é cobiçada pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta caso o nome dele não decole numa eventual formação de chapa para a campanha presidencial.
Já o ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, tem incomodado integrantes do União Brasil com a insistência em pedir que o partido apoie o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), inclusive, ele já teria enviado dois requerimentos à direção da nova sigla partidária solicitando esse apoio. Ambos os pedidos foram negados.
Por isso, dirigentes acreditam que Lorenzoni deve seguir Bolsonaro e se filiar ao partido que o presidente escolher para si.
Em conversa com a reportagem do Globo, o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, afirmou que o partido tem um programa definido e quem não se adaptar poderá seguir outro caminho.
“Nós temos um programa e cada um tem que se adaptar àquilo. Eu sou partidarista. Qualquer um que esteja confortável ou desconfortável, que tome os caminhos que melhor lhe aprouver”, pontuou Bivar.
O tabuleiro político de parlamentares também deve sofrer modificações. A estimativa de dirigentes do União Brasil é de que agora, logo após a aprovação da fusão, 20 deputados devam abandonar o partido. São 16 parlamentares do PSL, principalmente bolsonaristas, e quatro do DEM, com divergências a respeito do comando de diretórios regionais.
A fusão das legendas permite que deputados saiam das siglas, mas não possibilita a entrada de novatos. A janela para novas filiações será em março.
Da Redação, com informações do O Globo
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