Com alta de 7,3% em agosto, na comparação com julho, a produção industrial do Amazonas registrou o maior crescimento entre 15 locais pesquisados. Na sequência aparecem os estados do Pará, com 7,1% e Santa Catarina, com 1,9%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) regional, divulgada nesta sexta-feira (8), pelo IBGE.
Com este resultado, o estado aparece como um dos seis estados onde a produção da indústria se encontra acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020: Minas Gerais (10,3% acima), que desde julho do ano passado é o único local que se mantém na lista, além de Santa Catarina (4,9%) Paraná (1,8%) Rio de Janeiro (1,4%), Amazonas (1%) e São Paulo (0,1%).
Já no acumulado de janeiro a agosto deste ano, houve incremento de 17,1% na produção industrial, índice que posiciona o Amazonas como o segundo melhor resultado do país nesta comparação, atrás apenas de Santa Catarina (20,5%).
O mesmo desempenho positivo se repete no acumulado dos últimos 12 meses, comparação na qual a produção das indústrias locais obteve crescimento de 14,4%. Novamente, o Amazonas ficou com a segunda melhor posição entre os estados, sendo superado apenas pela indústria catarinense que subiu 16,9%.
Desempenho acumulado no ano por atividades
Em agosto, as indústrias extrativas tiveram queda de 1,6% no acumulado do ano, e as de transformação, tiveram alta de 18,2%.
As atividades da indústria local que tiveram resultado positivo e contribuíram para o desempenho da indústria amazonense foram a Fabricação de produtos de borracha (56,0%), a Fabricação de máquinas e equipamento (54,6%) (artefato de aço e tampas e cápsulas), Outros equipamentos de transportes (44,8%) (motocicletas e suas peças), Fabricação de bebidas (21,6%), Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (18,3%) (gás natural), Fabricação de máquinas e equipamentos e materiais elétricos (16,7%) (conversores, alarmes, condutores e baterias), Fabricação de produtos de metal (10,8%) (lâminas, aparelhos de barbear, estruturas de ferro), e Fabricação de equipamentos de informática e eletrônicos (2,1%) (celular, computador e máquinas digitais). A única atividade que teve desempenho negativo foi a Impressão e reprodução de gravações (-69,7%) (DVDs e discos).
Texto: Lucas Raposo, com informações do IBGE
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