A manifestação de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na praça do Congresso, no Centro, reuniu muitas famílias em frente ao Instituto de Educação do Amazonas e na caminhada pelas ruas do centro comandada pelo ex-superintendente da Suframa, coronel Alfredo Menezes.
Com faixas em mãos pedindo pelo voto impresso auditável e respeito ao presidente Bolsonaro, os manifestantes cantaram o hino da independência e em seguida o hino nacional. O anúncio do nome de Renê Terra Nova, um dos líderes religiosos no Amazonas, como apoiador do movimento, atraiu palmas e gritos ente o público presente – até mais que o próprio Menezes, quando foi anunciado e discursou.
Entre os principais discursos dos manifestantes, estavam pedidos de respeito à democracia e a livre expressão. Eles defendem que Bolsonaro faz um bom mandato e que está na hora do povo mostrar que manda.
Além de Menezes, outro político que esteve no evento foi o Delegado Rafael Costa e Silva, que concorreu na última eleição como vive-candidato a prefeito de Manaus na chapa puro-sangue ao lado de Menezes.
O militar Michael Dantas, 34, esteve acompanhado dos dois filhos, de 12 e 10 anos, e da esposa. Ele avalia como positivo o apoio de Manaus a Bolsonaro nesse momento.
“Nosso presidente está sozinho nessa política. Mas ele está com o povo. Nós temos um Supremo Tribunal que manda e desmanda e nós, como brasileiros, precisamos de um Congresso que trabalhe pelo povo”, destacou Dantas, afirmando que na política atual falta desencia, honestidade e transparência – esse último referindo-se ao voto impresso eletrônico.

Aos 69 anos e votando desde os 18 anos, a amazonense funcionária pública Waldenize Teixeira avalia que os políticos precisam criar vergonha na cara e amarem mais a Pátria. A atuação do STF é péssima, e eu tenho vergonha dos onze bandidos que estão no Supremo”, avaliou a funcionária pública aposentada.
Questionada sobre a opinião referente aos três movimentos de apoio a Bolsonaro sendo realizados simultaneamente em Manaus, a idosa avalia a divisão como péssima.
“Essa divisão é muito perigosa. Eu vim para esse ato no Centro de Manaus porque eu acompanho e apoio o ‘homem do Bolsonaro’, Coronel Menezes”, finalizou Waldenize Teixeira.

Acompanhado do filho de 11 meses na véspera de completar um ano de vida, no próximo dia 11 de setembro, o motorista de aplicativo Antônio Maués, de 44 anos, disse que escolheu o movimento no Centro de Manaus por reunir movimentos conservadores.
“Nos outros atos há movimentos políticos, são organizados por políticos. Eu decidi vir a esse por reunir movimentos conservadores e empresários, são desempregados, empregados, empresários, pessoas que gostam do movimento e se reuniram para isso aqui dar certo”, avalia.
Ainda segundo o motorista, falta os políticos ouvirem o povo. “Nós temos um presidente que ouve o povo. Mas boa parte da classe política não quer ouvir o povo. Aqui você vê pessoas de todos os níveis vindo aqui expressar a sua vontade de liberdade. A gente precisa que mude, e a mudança acontece quando a gente escolhe melhores políticos”, conclui Antônio Maués. Além do filho de 11 anos, ele estava acompanhado da esposa, com quem é casado a 23 anos.

Texto: Isac Sharlon
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