As iniciativas e políticas ambientais, sociais e energéticas, implantadas pelo governo do Amazonas na gestão do governador Wilson Lima serão apresentados na COP30, junto com os resultados de projetos sustentáveis que aliam inovação tecnológica, preservação da floresta e melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas.
Entre os projetos a serem apresentados estão o Plano Estadual de Bioeconomia, a Política Estadual de Transição Energética (Peten), os primeiros contratos de REDD+ em unidades de conservação e o projeto Amazonas ECOLar, de construção de casas sustentáveis com resíduos plásticos.
As ações reforçam o papel do Amazonas como protagonista de soluções climáticas e modelo de desenvolvimento sustentável na Amazônia.
📲 Participe do canal do RealTime1 no Instagram
Energia limpa, bioeconomia e floresta em pé
Com 13% das reservas brasileiras de gás natural, o Amazonas aposta no combustível como ponte para a transição energética. O Campo do Azulão, em Silves, é o maior empreendimento de gás em terra em operação no país e tem abastecido o Norte com energia mais limpa.
“O gás natural é hoje o combustível que está transformando a economia do nosso Estado. Ele gera oportunidades no interior, fortalece a nossa matriz energética e ajuda o Norte a crescer com responsabilidade ambiental”, afirmou o governador Wilson Lima.
O governo lançará oficialmente a Política Estadual de Transição Energética (Peten), que prevê reduzir em 50% o uso de diesel em sistemas isolados e eliminar a pobreza energética até 2030.
A proposta é tornar a transição energética do Amazonas justa e inclusiva, levando energia limpa a quem mais precisa.
Paralelamente, o Plano Estadual de Bioeconomia, elaborado pela Sedecti, foi construído de forma participativa, com contribuições dos 62 municípios. O documento combina saberes tradicionais, biodiversidade e inovação, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
“Visitamos todos os municípios, ouvindo artesãos, pescadores, produtores e pesquisadores. Esse plano nasce da base, unindo conhecimento tradicional e novas tecnologias”, afirmou o secretário Serafim Corrêa.
Contratos de carbono e combate ao crime ambiental
A COP30 também será palco para a assinatura dos primeiros contratos de REDD+ em unidades de conservação estaduais, um marco na política de pagamento por serviços ambientais.
Os acordos serão firmados para os parques estaduais Sucunduri (em Apuí) e Matupiri (entre Borba e Manicoré), em parceria com empresas privadas e comunidades locais.
Esses contratos inauguram uma nova fase da bioeconomia de baixo carbono no Estado. Ao todo, o Amazonas possui 21 projetos habilitados, com potencial para gerar 163 milhões de toneladas de créditos de carbono em 30 anos — o equivalente a R$ 800 milhões em investimentos — e beneficiar 8 mil famílias em 483 comunidades.
“Estamos indo para mostrar que o Amazonas faz sua parte e que temos soluções práticas para o futuro. Proteger a floresta é, antes de tudo, proteger quem vive nela”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira.
No combate ao crime ambiental, o governo fortalece a fiscalização, o monitoramento e o enfrentamento às queimadas, além de expandir a atuação do Corpo de Bombeiros em todos os municípios. A parceria com o banco alemão KfW, por meio do programa Floresta em Pé, remunera comunidades que preservam a floresta, estimulando a conservação e gerando renda.
Amazonas ECOLar: moradia sustentável com plástico reciclado
Outro destaque da participação do Amazonas na COP30 é o projeto Amazonas ECOLar, iniciativa que alia moradia, reciclagem e inclusão social. O programa vai construir casas sustentáveis para famílias em áreas de risco, utilizando blocos feitos a partir de resíduos plásticos reciclados.
Em Manaus, será instalado um Centro de Reciclagem com capacidade para processar 60 toneladas de plástico por mês, o suficiente para erguer cinco casas de 40 m² no mesmo período. O material será comprado de cooperativas e associações de catadores, gerando renda e inclusão social.
A tecnologia foi desenvolvida pela empresa colombiana Conceptos Plásticos, referência internacional em reciclagem, e está sendo transferida para o Amazonas. Os blocos são antichamas, antitérmicos, resistentes e de encaixe, dispensando cimento ou argamassa, o que torna a construção mais limpa, rápida e ecológica.
Mais ciência, transparência e fortalecimento institucional
Na conferência, o Amazonas também vai lançar o Inventário de Emissões Atmosféricas do Estado, que identifica e analisa as principais fontes de poluição, como energia, agropecuária, resíduos e uso da terra. O documento oferece uma base técnica para políticas de controle e prevenção da poluição do ar.
Em parceria com a Fapeam, o Estado apresentará ainda portfólios científicos com 50 projetos financiados nas áreas de mudanças climáticas, biodiversidade e inovação social, além do Catálogo CTC/AM 2025, com 108 pesquisas sobre eventos climáticos extremos, e um inventário de ações de enfrentamento à estiagem.
“O Amazonas chega à COP30 com resultados concretos, propostas viáveis e o compromisso de conciliar desenvolvimento com responsabilidade ambiental. Proteger a floresta é proteger o futuro de todos nós”, concluiu Wilson Lima.
Leia Mais: