quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Reforma Administrativa pode economizar até R$ 1 trilhão em 10 anos, aponta Ranking dos Políticos

COMPARTILHE

Segundo estimativas da equipe econômica do governo federal, medidas propostas na nova Reforma Administrativa, se implementadas, podem gerar uma economia de até R$ 1 trilhão em dez anos.

Apenas com a reestruturação das carreiras de futuros servidores, com salários de entrada mais baixos e progressão baseada em mérito, o país pode economizar cerca de R$ 60 bilhões em quatro anos.

Hoje, o Brasil gasta mais de R$ 1,1 trilhão por ano com salários e aposentadorias do setor público — cerca de 13% do PIB.

Esse valor é o dobro da média da América Latina e está acima da média dos países da Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Mesmo com todo esse investimento, os serviços que chegam à população continuam ruins, especialmente para os mais pobres, que dependem exclusivamente da saúde, da educação e da segurança pública oferecidas pelo Estado.

Para enfrentar esse desequilíbrio, o Ranking dos Políticos divulgou uma nova Nota Técnica com 15 propostas para uma reforma administrativa mais justa e eficiente.

O foco está em cortar privilégios, eliminar supersalários, valorizar os bons servidores e modernizar a estrutura pública — tudo sem afetar os direitos adquiridos dos atuais funcionários.

A entidade reforça que o modelo atual, criado ainda na década de 1980, está ultrapassado. Hoje, ele engessa a administração, protege maus servidores e penaliza quem paga impostos.

Por isso, o Ranking defende que a nova administração pública seja guiada por três princípios: mérito e desempenho, igualdade e justiça, e eficiência com responsabilidade fiscal.

“Reformar é construir um novo Estado todos os dias, com método, coragem e respeito ao cidadão”, conclui o documento.

Entre as 15 propostas para a Reforma Administrativa estão:

  • Estabilidade apenas para carreiras típicas de Estado (ex: juízes, policiais);

  • Salários iniciais menores e progressão mais lenta, com base em desempenho;

  • Avaliação de desempenho obrigatória, com indicadores públicos;

  • Fim do efeito cascata nos reajustes salariais a partir do teto;

  • Permissão para redução temporária de salários em momentos de crise;

  • Proibição de supersalários com definição clara do que entra no teto;

  • Proibição de benefícios que não tenham ligação direta com o cargo;

  • Promoções condicionadas a desempenho;

  • Demissão por baixo desempenho, com critérios claros e direito à defesa.


Confira na íntegra a Nota Técnica:

Leia Mais:

COMPARTILHE