Mais de 30 projetos pertinentes ao setor imobiliário seguem em análise pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), sendo aprovados conforme fluxo de tramitação. Empresas do setor imobiliário estimam que após a implementação dos projetos o faturamento do setor triplique, com cerca de R$3 bilhões em vendas ao ano.
Segundo o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, os processos seguiram tramitação no âmbito do instituto após assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), em maio deste ano.
Valente informa que não há como estimar um prazo para que os trabalhos sejam concluídos por conta da complexidade de cada projeto. Conforme o presidente, cerca de 90% dos mais de 30 projetos de licenciamento ambiental propõem construções em áreas nos bairros Ponta Negra e Tarumã.
“Tarumã e Ponta Negra são áreas extremamente sensíveis, com apelo imobiliário muito forte. Os projetos seguem um fluxo. A complexidade é intensa e cada processo tem um ritmo. Mas, todos estão em análise. Esse trabalho esteve sob a responsabilidade da Semmas por 12 anos e o estado teve que absorver o fluxo por conta de problemas administrativos da antiga gestão municipal”, explicou o diretor-presidente.
Ademi estima retorno de R$3 bi em vendas
De acordo com o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), Albano Máximo Neto, as empresas do segmento aguardam a aprovação de 35 projetos por parte dos órgãos ambientais. Os projetos, caso aprovados, prometem gerar maior faturamento ao setor.
“Esses projetos devem gerar cerca de R$3 bilhões a nível de valor de vendas. Isso é aproximadamente três vezes o que temos contabilizado nos últimos anos de vendas, com números próximos a R$1 bilhão”.
Texto: Priscila Caldas
Leia Mais: