O depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi ouvido na CPI da Covid durante 9h nesta quinta-feira (6). Os principais questionamentos foram a cerca da distribuição de cloroquina para tratamento precoce contra a Covid-19 a mando do presidente Jair Bolsonaro, o que fez Queiroga se esquivar em responder e irritar os parlamentares.
A reunião começou às 10h, e as 10h20 o ministro iniciou sua fala, que seguiu até perto das 17h. Nesse horário, o encontro foi suspenso porque a ordem do dia no Senado foi iniciada. Por volta das 18h30 a oitiva do ministro foi retomada e seguiu até quase 20h30. Pelo menos 30 senadores tiveram seus 15 minutos para questionar o ministro.
O primeiro perguntar foi o relator, que questionou se Queiroga compartilhava ou não da posição do presidente Jair Bolsonaro de receitar cloroquina como tratamento precoce para covid-19. O ministro desviou da resposta e disse que não poderia fazer “juízo de valor”.
Apesar de evitar os temas mais controversos defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro, Queiroga disse que não foi pressionado pelo presidente Jair Bolsonaro para usar a cloroquina em tratamentos contra a covid-19 e também que não autorizou que o remédio sem comprovação de eficácia ser distribuído pela pasta para Estados, municípios e comunidades indígenas.
O ministro alegou que, por ser a última instância de análise desse protocolo, não poderia opinar sobre se é ou não a favor do tratamento com cloroquina.
O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que o fato de o ministro da Saúde não querer fazer “juízos de valor” à comissão mostra que ele não concorda com o defendido pelo presidente Jair Bolsonaro sobre o enfrentamento da pandemia de covid-19.
Depoimento adiado
O segundo a depor nesta quinta-feira seria o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, mas foi adiado para a próxima terça-feira (11). Os senadores perceberam que não teria como acomodar as duas oitivas no mesmo dia.
Depois dele serão ouvidos os representantes de vacinas, o ex-chefe da Secretaria de Comunicação do governo federal, Fabio Wajngarten, e o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para falar à comissão na próxima semana.
Com informações do Poder 360
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