Com o fim da vigência do decreto presidencial que reduzia a zero os impostos federais sobre o óleo diesel, caminhoneiros pleiteiam a continuidade da desoneração e para compensar a renúncia fiscal, sugerem o aumento da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do setor de bebidas da Zona Franca de Manaus, de 4% para 8%.
A proposta, feita pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), ao ministro da economia Paulo Guedes, ameaça a operação das fabricantes do segmento de bebidas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), que contam com os incentivos fiscais para operação e emprego de mão de obra no estado.
Os caminhoneiros sugerem que, para manter o benefício à categoria, o governo retire os incentivos fiscais do setor de bebidas.
“Com a alteração das alíquotas de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) no concentrado de refrigerantes de 4% para 8%, da Zona Franca de Manaus, o impacto positivo aos cofres públicos será de R$ 5 bilhões”, argumentou o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão.
A Abrava disse que “acredita” e “aguarda” o atendimento do seu pedido pelo governo federal. “Uma vez que indicamos onde pode ser feita a contrapartida da manutenção do zeramento da alíquota dos impostos federais no diesel”, disse.
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