O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Josué Neto (Patriotas), deixará o mundo da política partidária no início do próximo mês para assumir a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) – na vaga hoje ocupada pelo pai dele, Josué Filho – amealhando um patrimônio de mais de R$ 2,2 milhões em 16 anos atuando como vereador em Manaus, quando declarou não possuir bens, e deputado estadual.
A declaração de bens de Josué Neto apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ocasião da eleição de 2018 aponta uma riqueza de exatos R$ 2.264.800,00, o que inclui três imóveis, dois veículos, além de embarcações e outros bens não discriminados.
Josué Neto não informa nessa declaração de 2018 se tem cotas societárias na rádio Difusora, de propriedade da família dele. É uma declaração diferente da feita em 2016, quando concorreu ao cargo de vice-prefeito na chapa de Marcelo Ramos (PL), que citava ter R$ 120 mil em cotas societárias da empresa de comunicação.
Conta zerada
Quando disputou a eleição municipal de 2014 para o cargo de vereador, há 17 anos, Josué não tinha nada registrado em seu nome. Já em 2010, quando foi reeleito após exercer o primeiro mandato como deputado estadual, o patrimônio do parlamentar saltou de zero para mais de meio milhão, exatos: R$ 561.781,21.
De lá até os dias atuais, o futuro conselheiro do Estado foi eleito deputado novamente em 2014 com quase R$ 1,5 milhão em bens e, em 2016, concorrendo ao cargo de vice-prefeito, declarou R$ 2.125.000,00 ao TSE.
Curiosidade sobre os bens de Josué Neto
Em 2010, os bens declarados por Josué ao TSE eram descritos de forma mais esclarecedora. Na lista, por exemplo, o bem com maior avaliação era um apartamento situado na cidade do Rio de Janeiro.
Já na última declaração, sem mais detalhes, o patrimônio melhor avaliado de Josué, em R$ 400 mil, é descrito apenas como “outros bens imóveis”.
As informações podem ser conferidas AQUI.
No novo cargo
Como conselheiro do TCE-AM, Josué Neto será responsável por avaliar a contabilidade do governo do estado, todas as prefeituras, câmaras municipais de órgãos da administração destes entes, bem como convênios firmados entre estes e entidades da sociedade civil. O cargo é vitalício e a aposentadoria compulsória só acontece aos 75 anos.
Texto: Rosianne Couto
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