O diretor de planejamento e Pesquisa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Gulherme Rodrigues, admitiu que o ritmo das obras de reconstrução das pontes sobre os rios Autaz Mirim e Curuçá, que desabaram em 2022, está em ritmo a quem daquele o órgão esperava. A revelação foi feita ontem (24/4), durante reunião na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados.
A ponte sobre o rio Curuçá desabou no dia 28 de setembro de 2022, matando cinco pessoas. Logo em seguida, no dia 8 de outubro, a ponte sobre o rio Autaz Mirim também desabou. Já se passaram praticamente dois anos desde a queda de ambas a pontes.
Diante disso, o representante do órgão federal fez questão de pontuar que a autarquia precisou fazer uma intervenção junto à empresa para aumentar a celeridade das obras.
“Autaz Mirim já começou o empreendimento que estava parado. A reconstrução das duas pontes já foi retomada. Infelizmente, a velocidade não estava adequada e tivemos que fazer uma intervenção para dar celeridade ao processo de reconstrução. Estamos fazendo isso com uma cautela muito grande para evitar um novo acidente”, explicou o diretor, durante a audiência pública que discutiu os impactos econômicos das obras da BR-319 nos estados do Norte.
Sobre as mortes que aconteceram em decorrência do desabamento das pontes, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) enquadra o acidente como homicídio culposo e lesão corporal. A instituição chegou a apontar a probabilidade de indiciar até 10 pessoas por causa do desabamento. Contudo, o inquérito também ainda não foi concluído.
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