terça-feira, 22 de setembro de 2026
TRECHO DO MEIO

Dnit aprova projeto para reconstrução de pequeno trecho da BR-319

Dnit aprova um projeto para recuperação de um pequeno trecho de 20 quilômetros dentro do chamado "meião" da BR-319
COMPARTILHE
Imagem do rio Igapó-Açu que corta a BR-319
Obras vão estar concentradas no trecho próximo a comunidade do Igapó-Açu

O Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) revelou, nesta segunda-feira (15), que fará obras de reconstrução de vinte quilômetros no trecho C, o chamado Meião, da rodovia BR-319, a Manaus-Porto Velho (RO).

Uma portaria do Dnit aprovou projeto para reconstrução de um trecho entre os quilômetros 198 e 218, próximo a comunidade do Igapó-Açu, município de Careiro Castanho. Este trecho fica dentro do Meião, que se estende do km 177,8 até o km 655,7, e que até hoje não foi reconstruído por falta de licença ambiental.

Conforme o Dnit, com o projeto de obras aprovado, o próximo passo será realizar uma licitação pública nacional para a escolha da empreiteira que fará a obra, que não tem caráter emergencial. O órgão costuma usar esse caráter emergencial para realizar pequenas obras no trecho do meio da rodovia e assim “driblar” a falta de licenciamento ambiental da obra de reconstrução de todo o trecho.

Essa decisão do órgão vem pouco mais de uma semana após a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ter anunciado a realização de obras em outras três rodovias federais que cortam a Amazônia e impactam o bioma, mas que são essenciais para Estados como o Acre e Rondônia.

Dnit libera obra de mais um porto no Amazonas

Após um período de monitoramento e ajustes diários no sistema naval, foi liberada na plenitude as operações no porto de Santa Isabel do Rio Negro, município localizado na região do Alto Rio Negro.

Com uma população aproximada de 14 mil habitantes, a cidade é um dos principais destinos para a prática de pesca esportiva, atraindo entusiastas de todo o país. A restrição temporária das atividades portuárias ocorreu devido à severa seca do rio, que afetou a movimentação do flutuante intermediário.]

Essa movimentação da ponte causou o encalhe do mesmo e prejudicou a movimentação adequada de suas estruturas navais, além de impedir o fluxo de veículos ao porto. Esse fenômeno de seca é natural e ocorre nos períodos hidrológicos dos rios, geralmente entre os meses de agosto e janeiro.

Essa seca afetou diretamente a operação regular do porto, levando à necessidade de operar de forma restrita durante esse período, com acesso permitido apenas para pedestres.

O monitoramento diário realizado pelo Dnit no local foi essencial para garantir o total restabelecimento das condições adequadas de funcionamento do porto de Santa Isabel do Rio Negro.

O aumento do nível das águas do rio Negro desempenhou um papel crucial na reflutuação da estrutura intermediária, viabilizando a retomada plena das operações e assegurando a continuidade das atividades comerciais e de transporte na região.

Imagem do porto de Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas
Ponte flutuante do porto de Santa Isabel do Rio Negro foi afetada pela baixa do rio na última vazante

O porto de Santa Isabel do Rio Negro desempenha um papel fundamental na logística local, sendo composta por duas estruturas flutuantes: uma para suporte das pontes e outra para acostagem das embarcações que trafegam pelos rios da Amazônia.

Em Santa Isabel do Rio Negro estão localizados dois dos pontos mais altos do Brasil: o Pico da Neblina e o Pico 31 de Março. Esses marcos naturais não apenas representam um polo turístico e econômico para a região, mas também uma área de preservação ambiental de grande importância.

COMPARTILHE