terça-feira, 22 de setembro de 2026

Zona Verde da COP30 será aberta ao público e não exigirá credenciamento

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A Zona Verde, também chamada de Green Zone, é a área pública da COP30, administrada pelo governo federal. Foto: Rafael Medelima | COP30

A Zona Verde será o espaço aberto ao público durante a COP30, conferência do clima das Nações Unidas que ocorrerá em Belém, em 2025. Localizada no Parque da Cidade, a área funcionará como um grande ponto de encontro entre sociedade civil, setor privado, instituições públicas e comunidades tradicionais, com atividades gratuitas voltadas à sustentabilidade, inovação e cultura.

Espaço aberto ao público e sem credenciamento

A chamada Green Zone será administrada pelo governo federal e reunirá projetos de tecnologia e inovação voltados à crise climática, além de exposições, oficinas, debates e apresentações artísticas.

Diferentemente da Zona Azul, destinada às negociações oficiais entre delegações e chefes de Estado, a Zona Verde será de acesso livre, sem necessidade de inscrição prévia para o público nem para a imprensa.

O secretário-adjunto da Casa Civil e facilitador do Processo de Segurança Pública da COP30, Pedro Pontual, explicou que a proposta é garantir ampla participação da sociedade, mantendo os protocolos de segurança. “Enquanto a Zona Azul é o espaço voltado às negociações entre os Estados, a ideia da Green Zone é ser um local aberto para que quem não faz parte dessas tratativas também possa participar, interagir e usufruir da experiência que a conferência proporciona”, disse. Segundo ele, haverá controle de acesso com detector de metais e inspeção por raio-X, dispensando a burocracia de credenciamento antecipado.

Estrutura e programação da Zona Verde

O espaço foi planejado para funcionar como uma vitrine de soluções sustentáveis, com hubs temáticos sobre financiamento climático, tecnologias limpas e bioeconomia. A programação incluirá exposições, painéis interativos, oficinas, shows, apresentações culturais e instalações imersivas, todas voltadas à educação ambiental e à valorização da Amazônia.

A Zona Verde também foi pensada como ambiente de lazer e convivência. Desde sua inauguração, o Parque da Cidade se tornou ponto turístico de Belém, com áreas para prática esportiva, convivência e eventos culturais. Nos dois meses em que esteve aberto antes das obras de adaptação para a COP30, o local recebeu cerca de 700 mil visitantes. Após a conferência, o espaço será reaberto à população.

Objetivos estratégicos da Green Zone

A criação da Zona Verde reforça o papel da Amazônia e do Brasil no debate global sobre clima e sustentabilidade. Entre os principais objetivos do espaço estão:

  • Dar visibilidade à ciência amazônica, aos povos indígenas e às comunidades locais;
  • Reforçar o protagonismo brasileiro de governos, parlamento e instituições públicas na agenda climática;
  • Mostrar as soluções do setor privado, com destaque à inovação e à sustentabilidade;
  • Garantir a participação ampla da sociedade civil, incluindo movimentos e organizações sem status oficial de observador;
  • Engajar a população de Belém, fortalecendo o vínculo entre território e agenda climática global.

Legado da COP30 para Belém e para a Amazônia

O Parque da Cidade, sede das Zonas Azul e Verde, é considerado um dos legados mais importantes da COP30. Além de abrigar o evento, o espaço permanecerá como infraestrutura permanente para uso público, simbolizando a integração entre políticas ambientais e urbanas.

Ao conectar governos, empresas e cidadãos, a Zona Verde busca transformar a conferência em uma experiência participativa, aproximando a população da discussão sobre o futuro climático do planeta e reforçando o papel da Amazônia como protagonista nas soluções sustentáveis.

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