segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Vereadora propõe política de atenção integral à Pessoa com Ansiedade

Brasil lidera a lista dos países com a maior prevalência de transtornos de ansiedade com cerca de 9,3%.
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A vereadora Thayssa Lippy (PP) apresentou o Projeto de Lei nº 368/2023, que tem como objetivo instituir a Política Municipal de Atenção Integral à Pessoa com Ansiedade.

O conceito psicológico de ansiedade tem sido alvo de debate devido à sua imprecisão e ao uso de metáforas, dificultando a construção de definições consistentes.

No entanto, diferentes manifestações desse transtorno, como fobias específicas, transtorno de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade social e transtorno de estresse pós-traumático, afetam significativamente a população brasileira.

O Brasil lidera a lista dos países com a maior prevalência de transtornos de ansiedade, com cerca de 9,3% dos brasileiros sofrendo de ansiedade patológica.

O desemprego, as constantes mudanças na economia e a falta de segurança pública são apontados como principais fatores para o alto índice de transtornos de ansiedade no país.

“A violência e as dificuldades econômicas contribuem para o aumento da ansiedade na população. A falta de acesso a serviços de saúde mental, longas jornadas de trabalho, insegurança em relação ao futuro e baixa qualidade de vida são fatores que geram medo, preocupação e angústia. Além disso, o uso excessivo de dispositivos eletrônicos, como computadores e smartphones, também é apontado como um fator contribuinte para a alta prevalência de ansiedade. A exposição constante às redes sociais gera cobranças e comparações, o que pode aumentar os níveis de ansiedade.”

A jornalista Noir Miranda, 23, concorda com o texto e a justificativa apresentada no projeto de lei que trata das políticas públicas de referência ao tratamento da ansiedade.

“Em Manaus, temos os CAPS e os serviços psiquiátricos gratuitos, mas são poucos os lugares com tratamentos especializados em ansiedade, um mal que, atualmente, assola tantas pessoas, não só na nossa capital, mas no mundo todo. Por mim, essa é uma política que deveria ser colocada a nível estadual. Se pesquisarmos sobre os interiores do Amazonas, podemos ver a quantidade de casos de depressão, ansiedade e transtornos decorrentes da desigualdade social. Mas o primeiro passo é sempre o mais importante, e acho que podemos começar algo muito bom daqui”, disse.

Os problemas recorrentes à ansiedade são uma rotina na vida da jovem jornalista. Ela relata que teve problemas com depressão e ansiedade desde a infância.

“Aos 20 anos, descobri a possibilidade de estar no espectro autista. Em determinado momento da vida, eu sofria crises de pânico pelo menos 4 vezes por semana, o que me desgastava muito, principalmente fisicamente”, relata Noir.

A experiência da jovem jornalista destaca uma realidade muitas vezes negligenciada: as sequelas físicas da ansiedade. “Eu não sabia o que era viver sem dores musculares, enxaquecas e cansaço mental.”

Atualmente, está comemorando 4 meses sem crises de pânico. Embora haja momentos mentais desafiadores que derrubam, ela destaca a importância de reunir forças e seguir em frente, não em busca de uma cura, mas em busca da melhor versão de si mesmo.

“O importante, sempre, é juntar suas forças e seguir adiante, não em busca de uma cura, mas em busca da melhor versão de si mesmo”, afirma.

O projeto de lei está em tramitação na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e ainda sem data para apreciação. Caso seja aprovado, oferecerá uma atenção integral e abrangente às pessoas que sofrem com ansiedade, visando melhorar sua qualidade de vida e promover a saúde mental.

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