quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Venda de combustíveis cresce no AM mesmo com preços mais caros

Economista afirma que a inflação acaba não sendo o principal vetor para definição do consumo de combustíveis.
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Abastecimento de veículo com gasolina em Manaus
(Foto: Marcello Casal Jr - Agência Brasil)

Nem mesmo os preços mais caros reduziram a venda de combustíveis automotivos no Amazonas. De janeiro até agosto de 2023, o consumo aumentou fazendo com que as distribuidoras alcançassem crescimento de 0,77% na comercialização na comparação com o mesmo período do ano passado.

O levantamento foi realizado a partir de dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No acumulado dos oito meses de 2023, as vendas de combustíveis automotivos (diesel, etanol e gasolina) somaram 1.189.746 milhões de litros no estado, contra 1.180.661 milhões de litros que os postos comercializaram entre janeiro e agosto de 2022.

Os preços dos combustíveis dispararam no Amazonas, nesse período. A mudança na política de preços da Petrobras, que barateou os valores nas bombas em todo o país, não surtiram efeito no Amazonas porque a Refinaria da Amazônia (REAM) foi privatizada ainda no governo Bolsonaro e tem política própria de preços.

O amazonense paga pelo combustível mais caro do país. Mas se a inflação costuma reduzir o consumo, nesse caso, o impacto não foi sentido. Na avaliação do economista Felipe Silva, há outros fatores que impactam na necessidade de consumo dos combustíveis, até mais que os preços.

Ele exemplificou o caso de serviços como o transporte de passageiros e cargas, que precisam manter a regularidade mesmo se os valores dos combustíveis sobem. Outro ponto é a necessidade de fazer viagens em veículo para se locomover para compromissos como o trabalho, os estudos, que acabam obrigando o consumidor a reduzir gastos em outras áreas do orçamento familiar.

“E isso não fica diretamente ligado ao preço, já que estamos falando de serviços e mobilidades essenciais e indispensáveis. Então, mesmo com preços mais altos, as pessoas ainda têm que se esforçar para abastecer seus carros. Os caminhões ainda têm que entregar produtos e os ônibus ainda têm que levar quem precisa ao seu destino”, explicou.

Mês com mais vendas de combustíveis em 2023

De acordo com dados da ANP, agosto foi o mês com maior volume de venda de combustíveis no país. No mês, foram vendidos 11.507.872 milhões de litros.

O cenário foi o mesmo no Amazonas. Agosto foi o destaque na venda de diesel, etanol e gasolina, acumulando 162.529 mil litros abastecidos para a circulação de veículos. Em contrapartida, janeiro foi o menor mês em vendas, quando saíram das bombas o total de 9.356.762 litros de combustíveis.

Veja a variação de preços e consumo de combustíveis automotivos no Amazonas, em 2023

CombustívelMêsValor médio (R$)
Gasolina (Comum/Aditivada)Janeiro (menos vendas)R$ 5,00 (Aditivada)
R$ 4,98 (Comum)
Gasolina (Comum/Aditivada)Agosto (mais vendas)R$ 6,62 (Aditivada)
R$ 6,58 (Comum)
Etanol HidratadoJaneiro (menos vendas)R$ 3,86
Etanol HidratadoMarço (mais vendas)R$ 4,40
Óleo DieselJaneiro (menos vendas)R$ 3,86
Óleo DieselAgosto (mais vendas)R$ 5,78
Fonte: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

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