Nem mesmo os preços mais caros reduziram a venda de combustíveis automotivos no Amazonas. De janeiro até agosto de 2023, o consumo aumentou fazendo com que as distribuidoras alcançassem crescimento de 0,77% na comercialização na comparação com o mesmo período do ano passado.
O levantamento foi realizado a partir de dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
No acumulado dos oito meses de 2023, as vendas de combustíveis automotivos (diesel, etanol e gasolina) somaram 1.189.746 milhões de litros no estado, contra 1.180.661 milhões de litros que os postos comercializaram entre janeiro e agosto de 2022.
Os preços dos combustíveis dispararam no Amazonas, nesse período. A mudança na política de preços da Petrobras, que barateou os valores nas bombas em todo o país, não surtiram efeito no Amazonas porque a Refinaria da Amazônia (REAM) foi privatizada ainda no governo Bolsonaro e tem política própria de preços.
O amazonense paga pelo combustível mais caro do país. Mas se a inflação costuma reduzir o consumo, nesse caso, o impacto não foi sentido. Na avaliação do economista Felipe Silva, há outros fatores que impactam na necessidade de consumo dos combustíveis, até mais que os preços.
Ele exemplificou o caso de serviços como o transporte de passageiros e cargas, que precisam manter a regularidade mesmo se os valores dos combustíveis sobem. Outro ponto é a necessidade de fazer viagens em veículo para se locomover para compromissos como o trabalho, os estudos, que acabam obrigando o consumidor a reduzir gastos em outras áreas do orçamento familiar.
“E isso não fica diretamente ligado ao preço, já que estamos falando de serviços e mobilidades essenciais e indispensáveis. Então, mesmo com preços mais altos, as pessoas ainda têm que se esforçar para abastecer seus carros. Os caminhões ainda têm que entregar produtos e os ônibus ainda têm que levar quem precisa ao seu destino”, explicou.
Mês com mais vendas de combustíveis em 2023
De acordo com dados da ANP, agosto foi o mês com maior volume de venda de combustíveis no país. No mês, foram vendidos 11.507.872 milhões de litros.
O cenário foi o mesmo no Amazonas. Agosto foi o destaque na venda de diesel, etanol e gasolina, acumulando 162.529 mil litros abastecidos para a circulação de veículos. Em contrapartida, janeiro foi o menor mês em vendas, quando saíram das bombas o total de 9.356.762 litros de combustíveis.
Veja a variação de preços e consumo de combustíveis automotivos no Amazonas, em 2023
| Combustível | Mês | Valor médio (R$) |
| Gasolina (Comum/Aditivada) | Janeiro (menos vendas) | R$ 5,00 (Aditivada) R$ 4,98 (Comum) |
| Gasolina (Comum/Aditivada) | Agosto (mais vendas) | R$ 6,62 (Aditivada) R$ 6,58 (Comum) |
| Etanol Hidratado | Janeiro (menos vendas) | R$ 3,86 |
| Etanol Hidratado | Março (mais vendas) | R$ 4,40 |
| Óleo Diesel | Janeiro (menos vendas) | R$ 3,86 |
| Óleo Diesel | Agosto (mais vendas) | R$ 5,78 |
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