O preço dos combustíveis vai diminuir no Amazonas? Essa é a pergunta do momento desde que a Petrobras anunciou a mudança na sua política de preços, ontem.
Mas, a alteração não deve afetar o Estado, que não deverá acompanhar a redução no preço da gasolina, uma vez que a única refinaria da região foi privatizada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e mantém sua própria política de preços dos combustíveis.
A Petrobras concluiu o processo de venda da Refinaria Isaac Sabbá, localizada em Manaus, em novembro de 2022 para o grupo Atem. A partir de então, o preço dos combustíveis no Amazonas passou a ser o mais caro do país.
Desde que assumiu o comando do complexo de refino de petróleo, rebatizado de Refinaria da Amazônia (Ream), o grupo empresarial tem adotado uma política própria, que muitas vezes resultou em redução dos preços enquanto a Petrobras, adotando a política de paridade internacional, seguia na direção contrária, mantendo uma sequência de altas.
Entre março e esta quarta-feira (17), foram oito reduções no preço da gasolina e nove do óleo diesel vendido às distribuidoras pela Ream.
Nos comunicados oficiais de reajustes, a Ream tem afirmado que, para o cálculo dos preços, segue a paridade internacional, mas outros critérios são levados em conta, como os custos logísticos regionais e de insumos.
“Os preços da Ream seguem critérios objetivos e transparentes de paridade internacional e são ajustados e divulgados aos distribuidores semanalmente, conforme variações dos preços do petróleo e seus derivados no mercado internacional, além de alterações do câmbio e dos custos de frete do petróleo e insumos para a região”, afirma.
Os preços para o consumidor final – nas bombas –, contudo, dependem das distribuidoras, as proprietárias dos postos de combustíveis.
Preços da Petrobras
A Diretoria Executiva da Petrobras aprovou, na última segunda-feira (15), uma nova estratégia comercial para definição de preços de diesel e gasolina.
A nova política encerra a subordinação dos valores ao preço de paridade de importação (PPI) de forma automática – adotada desde 2016.
O anúncio foi feito pelo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nesta terça-feira (16).
A partir de agora, as referências de mercado serão o custo alternativo do cliente como prioridade e o valor marginal para a petrolífera. Os preços internacionais serão considerados, mas a vinculação não será automática.
Leia mais: