quarta-feira, 23 de setembro de 2026

União Brasil surge hoje e mexe no quadro político do Amazonas

Deputados bolsonaristas, Pablo Oliva e Delegado Péricles não devem seguir para o União Brasil, que pode ter Amazonino Mendes como candidato ao governo.
COMPARTILHE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, na sessão desta terça-feira (8), às 18h, o processo de fusão dos partidos PSL e DEM para a formação do União Brasil (UB). A fusão foi aprovada em assembleia dos diretórios nacionais das duas siglas em outubro passado e se for chancelada pela corte eleitoral, o UB se tornará o maior partido brasileiro, com uma bancada de sete senadores e 81 deputados federais.

Apesar da força inicial, analistas avaliam que entre 20 e 30 deputados, principalmente do atual PSL, deixarão o União Brasil para seguir em um ninho de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Este é o caso do deputado federal Delegado Pablo Oliva (PSL), que deverá migrar para o PL e disputar a reeleição na chapa que está sendo articulada pelo presidente do Diretório Estadual, Alfredo Nascimento. “Estou vendo como está o quadro para depois decidir meu futuro”, disse Pablo Oliva ao RealTime1.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Delegado Péricles (PSL) já decidiu que vai seguir o mesmo caminho de Pablo e migrar para o PL. “Vou seguir o caminho aberto pelo presidente Bolsonaro, esse é meu compromisso”, afirmou Péricles.

Amazonino é a dúvida

O grande nome do União Brasil no Amazonas, contudo, é o do ex-governador Amazonino Mendes, que foi convidado a se filiar no partido pelas lideranças oriundas do DEM, partido ao qual já foi filiado.

Nos últimos meses, no entanto, essa filiação “subiu no telhado” e não é mais dada como certa, bem como a de políticos ligados a Amazonino, como os oriundos do Podemos: Wilker Barreto, Dermilson Chagas, Professora Jacqueline e Amom Mandel, estes dois últimos vereadores da Câmara Municipal de Manaus.

Deles, o único que fala sobre o União Brasil é Amon. Em entrevista recente a TV RealTime1, ele disse que sua filiação é certa, pois foi convidado pelo líder da juventude partidária nacional e que vai entrar para atuar exatamente nessa área.

Na sessão desta terça-feira, os ministros vão votar se a fusão é legal e foi feita com anuência de todas as instâncias partidárias, se obedeceu aos trâmites e cumpriu os prazos da legislação. O relator do processo deverá ser o corregedor-geral da corte eleitoral, o ministro Mauro Campbell.

Oficializado, o União Brasil contará com quase R$ 900 milhões de recursos dos fundos Partidário e Eleitoral, bem como o maior tempo para propaganda de rádio e televisão. Apesar da força, a estratégia do partido é formar uma grande bancada na Câmara Federal e apoiar um candidato à Presidência da República vindo de outro partido, no caso o ex-juiz Sérgio Moro, do Podemos.

Moro chegou a analisar a filiação ao UB, mas enfrentou resistências por parte de políticos que viram na rejeição dele um problema para a formação de palanques regionais.

Texto: Gerson Severo Dantas

Leia mais:

COMPARTILHE