O ministro da Defesa, José Múcio, participou do primeiro dia de audiências públicas promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (23/1). Em sua fala, ele comentou sobre a importância do voto consciente, além de destacar o trabalho das entidades em prol do fortalecimento da democracia.
“O voto é a cara da gente. Somos a mais importante das sementes. A gente planta uma semente de feijão e colhemos feijão. A gente planta uma semente de milho, colhemos milho. O voto é uma semente para escolher um homem honesto, uma mulher honesta, de bem, para fazer o que nós faríamos se estivéssemos no lugar dele. Mas também é a pior das ressacas. Um voto mal dado, dar um voto ruim, passar quatro anos arrependido”, destacou o ministro.
Múcio frisou a questão do cidadão ter consciência das escolhas na hora das eleições. Falando ser “utópico”, ele disse que, quando no Congresso Nacional, defendia a identificação do voto . E muitas vezes nós condenamos aquilo que nós ajudamos a mutilar. Nós reclamamos das nossas escolhas, mas somos nós quem escolhemos.
“Eu falava que os votos deveriam ser identificados. Porque toda vez que nós pegássemos um político fazendo algo mal feito, quem escolheu também deveria participar das penas que a quem fez também foi imposta. A escolha é livre, mas somos reféns das consequências delas”, pontuou.
Colocando as Forças Armadas à disposição do TSE para o pleito deste ano, o ministro da Defesa comentou ainda sobre o atual momento em que vive o país, quando a polarização política se tornou mais evidente.
“Saímos da última eleição com a nossa democracia machucada, a nossa fraternidade deixou de ser exercida, o nosso bom convívio deixou de ser exercido. Houve fraturas familiares, no trabalho, na amizade… Todos nós trabalhamos para ter o clima pacífico que sempre tivemos, para que nossa democracia seja sempre fortalecida e as nossas vontades sejam materializadas através do nosso voto”, disse Múcio.
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