O depoimento do presidente da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, foi interrompido após o relator, senador Renan Calheiros (MDB/AL), comunicar que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi a Alagoas inaugurar um viaduto inaugurado em dezembro pelo governador Renan Filho. “O presidente foi ao meu Estado, no avião presidencial, inaugurar algo já inaugurado, e depois me atacar e atacar essa CPI”, disse Renan.
O senador Ciro Nogueira (PP/PI) questionou a validade da comunicação e para quem interessava tratar daquele assunto na CPI. O senador Eduardo Girão (Cidadania/CE) replicou que não se considerava atacado pelo presidente da República e voltou a dizer que o posicionamento de Renan tirava a credibilidade dos trabalhos da comissão.
O senador Marcos Rogério (DEM/RO) chegou a gritar que era preciso que Renan entregasse a relatoria da CPI. O senador Humberto Costa (PT/PE) disse que essa era a estratégia governista: tirar Renan da relatoria. “Essa foi a determinação do presidente”, disse Costa
O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), interrompeu a sessão para acalmar o clima de tensão e para que Renan não entrasse no jogo dos governistas.
Texto: Gerson Severo Dantas
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