O Amazonas tem a terceira maior taxa de informalidade da população ocupada entre os estados brasileiros, aponta Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta terça-feira (28/02) pelo IBGE, referente ao último trimestre de 2022. O estado também tem a terceira maior taxa de pessoas que trabalham por conta própria no país, de acordo com a pesquisa.
Segundo a PNAD, o Amazonas seguiu a tendência da maior parte dos estados e chegou ao final de 2022 com taxa de desocupação de 10%, considerada estável em relação ao terceiro trimestre. Somente oito estados tiveram queda na taxa de desocupação, indicando uma desaceleração do mercado de trabalho no país. O Amapá foi o único que registrou alta no desemprego (2,5 p.p.).
Informais
No detalhamento do perfil do mercado de trabalho, a taxa de informalidade da população amazonense ocupada é de 57%, ficando atrás apenas do Pará (60,8%) e do Maranhão (57,4%). No Brasil, a taxa média ficou em 38,8%.
Para o cálculo da taxa de informalidade da população ocupada, o IBGE considera as seguintes populações: Empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; e trabalhador familiar auxiliar.
Por conta própria
Também está entre as mais altas as taxas de pessoas que trabalham por conta própria no Amazonas (31,9%), atrás de Rondônia (36,5%) e Amapá (34,3) e acima da média brasileira (25,6%).
Por outro lado, a taxa de trabalhadores com carteira assinada no Amazonas ficou em 63,7% no último trimestre de 2022, abaixo da média nacional (73,6%).
Da Redação
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Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de dezembro divulgados nesta terça-feira (28) pelo IBGE reforçam o cenário de desaquecimento do mercado de trabalho no final de 2022, segundo avaliação de analistas do mercado.