O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado (Sinepe-AM) prevê um crescimento estimado de 20% nas matrículas das escolas particulares para 2022, para a educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio), em relação aos números de 2019. No último mês, o sindicato registrou aumento expressivo na recontratação dos serviços educacionais por conta do avanço da vacinação e do decreto estadual que determinou o retorno às aulas presenciais da rede de ensino pública e privada a partir do dia 23 de agosto, na capital.
A presidente do Sinepe-AM, Elaine Saldanha, informou que os pais demonstram mais segurança em relação aos filhos retornarem às dependências das instituições escolares devido à ampliação da vacinação e a consequente redução no número de casos da Covid-19.
Entre agosto e setembro deste ano o sindicato notou retomada expressiva nas recontratações dos serviços que tinham sido cancelados no primeiro semestre de 2021.
“Muitos alunos que tinham saído das escolas estão retornando, com maior índice na educação infantil porque os pais enfrentam dificuldade para acompanhar as aulas dos filhos e manter a atividade profissional sem o auxílio do educador. A tendência é que as contratações cresçam ainda mais com maior aquecimento em 2022”, comentou.
Perda de renda afeta ensino superior
Segundo Elaine, a educação superior enfrenta um cenário contrário ao da educação básica. As faculdades registram baixa procura por matrículas, o que para a presidente, é justificado pela perda de renda no período da pandemia da Covid-19.
“No ensino superior vemos um cenário ainda negativo. O público que frequenta as universidades foi afetado expressivamente pela pandemia com desemprego e perda de renda, inviabilizando o retorno à faculdade. Para esse segmento acreditamos que a retomada aconteça somente em 2023”, disse.
Texto: Priscila Caldas
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