quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Setor bancário e Governo aumentam o teto de juros para aposentados e pensionistas do INSS

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Teto aposentadoria

Nesta terça-feira (25), o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou o aumento do teto de juros do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, passando de 1,80% para 1,85% ao mês.

Na prática, isso implica que, se um aposentado pegar um empréstimo de R$ 1.000,00, por exemplo, ele pagará R$ 1,85 de juros a mais por cada 100 reais emprestados a cada mês.

Embora o aumento pareça pequeno, ele tem um impacto cumulativo ao longo do prazo de pagamento, pois se o empréstimo for pago em 24 meses, por exemplo, o montante pago de juros será mais alto com o aumento dessa taxa, o que pode tornar o crédito mais caro no longo prazo.

A medida entra em vigor cinco dias úteis após a publicação no Diário Oficial da União.

O aumento do teto ficou abaixo do solicitado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que defendia um reajuste para 1,99%.

O setor bancário argumentou que a elevação do teto deveria ser maior para garantir a rentabilidade das operações, especialmente diante da alta da taxa Selic, atualmente em 14,25%.

A proposta de 1,85% foi sugerida por Helio Queiroz da Silva, representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, e foi aceita pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

Expectativas para o futuro do crédito consignado

Carlos Lupi afirmou que a elevação para 1,85% é uma medida razoável, que ajuda a diluir o impacto da alta da Selic para os aposentados e pensionistas, que já enfrentam dificuldades financeiras.

A decisão do CNPS segue um histórico de ajustes nos juros do crédito consignado, com redução do teto de 1,91% em agosto de 2023 para 1,66% em junho de 2024, e um novo aumento para 1,80% em janeiro deste ano.

Perspectivas para ajustes futuros

O setor bancário, por sua vez, ainda espera novos ajustes nos limites de juros, com base nos movimentos da taxa Selic e do mercado financeiro.

Ivo Mósca, diretor da Febraban, afirmou que a expectativa é de que mais alterações sejam feitas conforme as flutuações econômicas.

O novo teto de 1,85% visa equilibrar a rentabilidade dos bancos e oferecer condições mais justas para os beneficiários do INSS, sem comprometer a sustentabilidade financeira do crédito consignado.

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