Considerada o principal vitrine de divulgação e formalização de negócios do Polo Industrial de Manaus (PIM), a Feira Internacional da Amazônia (Fiam) não vai acontecer pelo sexto ano consecutivo.
Promovido pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o evento bienal teve a sua primeira edição realizada no ano de 2002. Em oito edições realizadas, recebeu um público de cerca de 80.000 visitantes – entre estrangeiros e brasileiros – composto por empresários, cientistas e chefes de estados de diversos países.
Para 2021, novamente, a autarquia já descartou a realização de uma nova edição da Fiam. E os motivos, segundo a Suframa, vão muito além da pandemia da Covid-19.
De acordo com nota enviada ao Real Time1, “a Suframa informa que não há previsão orçamentária para realização da Feira Internacional da Amazônia. A última edição da Feira ocorreu em 2015 e desde então encontra-se paralisada.”.
Sem verba e sem publicidade
Além de não dispor de dotações orçamentárias para a realização da Feira Internacional da Amazônia, a autarquia também informou que está desde 2018 sem contrato com de prestação de serviços de publicidade, responsável por produzir toda a divulgação dos eventos promovidos pela Suframa.
O último contrato, firmado em 2017 com a agência de publicidade paraense Ivo Amaral Publicidade Ltda, com validade de um ano, venceu em novembro de 2018, segundo informações disponíveis no Portal da Transparência do Governo Federal. Na ocasião, o contrato foi alvo de críticas por parte de empresários da área de publicidade e representantes do setor industrial local, uma vez que o estado do Pará não possui qualquer ligação com o modelo Zona Franca de Manaus.
Ainda segundo a Suframa, não há previsão para a realização de licitação para a contratação de serviços de publicidade e propaganda.
“Em relação ao contrato de publicidade, a Suframa também não dispõe de orçamento previsto para o ano de 2021”, informou a Suframa.
Última edição foi em 2015
A última edição do evento, em 2015, contou com 70 mil visitantes,15 seminários – com 2.157 participantes -, 382 expositores e um total de negócios efetivados no valor de R$ 64.608.829,91 o que correspondeu, na época, a US$ 17.002.323,60 (com 77 ofertantes para 21 demandantes de vários países durante a rodada de negócios).
Reportagem: Lucas Raposo
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