sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Seis em cada dez brasileiros são a favor de regular redes sociais

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A partir de 16 de agosto, as campanhas eleitorais terão início na internet - (Foto: Reprodução/Canva)

Uma pesquisa nacional realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados revelou que seis em cada dez brasileiros são favoráveis à regulação das redes sociais.

O levantamento, divulgado nesta terça-feira (4), aponta que 29% dos entrevistados são contrários à medida, enquanto 12% não manifestaram opinião.

O estudo ouviu 2 mil pessoas, com 16 anos ou mais, em todas as 27 unidades da Federação, entre os dias 10 e 15 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Entre aqueles que apoiam a regulação, 30% do total destacaram que a medida não deve limitar a liberdade de expressão.

Já 28% da população geral defenderam a regulação mesmo que isso restrinja, em alguns casos, a liberdade de expressão. O restante dos favoráveis à regulação não soube especificar sua posição sobre o impacto na liberdade de expressão.

Responsabilidade das plataformas e combate à desinformação

A pesquisa também revelou que 61% dos brasileiros acreditam que a regulação das redes é essencial para conter a disseminação de discursos de ódio, conteúdos antidemocráticos e mensagens racistas, machistas ou lgbtfóbicas. Em contrapartida, 29% discordaram dessa necessidade, enquanto 10% não manifestaram opinião.

Outro dado relevante aponta que 78% dos entrevistados defendem que as plataformas digitais assumam mais responsabilidade sobre o conteúdo publicado, enquanto 14% discordam e 8% não opinaram.

Além disso, 64% avaliam que a regulação pode ajudar no combate à desinformação, contra 25% que discordam e 11% que não se posicionaram.

Checagem de informações e papel do usuário

O levantamento da Nexus também identificou que 73% dos brasileiros consideram a checagem de informações pelas plataformas essencial para combater fake news e discursos de ódio. Por outro lado, 19% não concordam com essa prática e 9% não manifestaram opinião.

Além disso, 65% dos entrevistados acreditam que os usuários também devem analisar os conteúdos para garantir a liberdade de expressão, enquanto 25% discordam e 11% não deram opinião sobre o tema.

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