quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Incertezas econômicas abalam confiança de empresários no Brasil, aponta FGV

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Incertezas econômicas abalam confiança de empresários no Brasil (Foto: Reprodução/Canva)
Incertezas econômicas abalam confiança de empresários no Brasil (Foto: Reprodução/Canva)

O clima de incerteza econômica no Brasil tem impactado diretamente a confiança dos empresários, especialmente das micro e pequenas empresas.

De acordo com os últimos dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice de confiança do empresário caiu para 49,6 pontos no último trimestre de 2024, o que representa uma queda significativa em comparação com o trimestre anterior, quando o índice estava em 51,5 pontos.

Essa retração está ligada a uma série de fatores, incluindo as dificuldades econômicas internas, os altos custos de produção e a volatilidade política que marca o cenário atual do país.

Dados do Trading Economics, que medem o índice de confiança de micro e pequenas empresas no Brasil, revelam que a falta de estabilidade política e a alta carga tributária continuam a ser obstáculos consideráveis para o crescimento dessas empresas.

O índice de confiança se mantém abaixo da marca dos 50 pontos, sinalizando um ambiente de pessimismo e dificuldades para os pequenos empresários, que enfrentam desafios adicionais relacionados à inflação e aos altos custos de financiamento.

O cenário de insegurança se estende também para o mercado de trabalho e as expectativas de crescimento, refletindo em uma visão mais cautelosa por parte dos empresários em relação ao futuro da economia.

O índice de confiança das pequenas empresas varia de 0 a 100 pontos. Acima de 50 pontos, os empresários estão otimistas sobre o crescimento e as perspectivas de vendas.

Abaixo de 50 pontos, há pessimismo, com expectativas de dificuldades econômicas, impactando contratações e investimentos.

De acordo com o estudo da FGV, o índice de confiança no Brasil está em um nível consideravelmente baixo, o que reforça as dificuldades que muitas empresas enfrentam para manter sua operação estável e sustentável.

Índice de confiança empresarial em outros países

Quando comparado com outros países, o Brasil figura com um índice de confiança inferior, quando o comparado com países como o Canadá, que apresenta um índice de 54,6 pontos, e o Japão, com um índice de 1 ponto, apontando um contraste nas expectativas empresariais em termos globais.

A confiança no Brasil segue na mesma linha de países como o Reino Unido (-1 ponto) e a Austrália (-12 pontos), refletindo o cenário global de incertezas.

Enquanto o cenário brasileiro ainda luta para superar questões fiscais e políticas internas, o cenário internacional apresenta diferentes níveis de confiança, com algumas economias demonstrando sinais de recuperação, enquanto outras, como o Brasil, lidam com a falta de previsibilidade no curto e médio prazo.

Desafios para as micro e pequenas empresas no Brasil

As micro e pequenas empresas são as mais afetadas por esse cenário, já que muitas delas dependem diretamente de um ambiente econômico estável para garantir investimentos e contratações.

O aumento das taxas de juros, os custos elevados com energia e combustíveis, além das dificuldades de acesso a crédito, têm sido apontados como fatores que contribuem para o pessimismo no setor.

A carga tributária continua sendo um dos principais gargalos, especialmente para empresas que ainda enfrentam dificuldades em conciliar sua operação com os altos impostos.

Além disso, o custo de produção e a falta de incentivos fiscais adequados dificultam a competitividade dessas empresas no mercado.

Expectativas para o futuro

Apesar da queda no índice de confiança, os especialistas alertam que, se houver uma normalização política e econômica no país, a confiança dos empresários pode ser recuperada.

A reforma tributária e a melhoria nas condições fiscais poderiam ser passos importantes para aliviar a pressão sobre as empresas, especialmente as de menor porte, que são essenciais para a economia nacional.

O governo federal e os legisladores deverão agir para criar condições mais favoráveis ao crescimento das micro e pequenas empresas, considerando a importância estratégica desse segmento na geração de empregos e no fortalecimento da economia brasileira.

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