quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Saraiva tenta, mais uma vez, aprovar plano de recuperação judicial

Aprovar o plano é um ponto-chave para que a varejista consiga sobreviver – mesmo com um porte muito distante do que já teve. O imbróglio que dura mais de três anos.
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Sem conseguir vender ativos, a ex-líder do mercado de livrarias Saraiva está prestes a entregar mais um aditivo de seu plano de recuperação judicial, na tentativa de finalmente realizar sua assembleia de credores, já várias vezes remarcada, e encerrar um imbróglio que dura mais de três anos. Aprovar o plano é um ponto-chave para que a varejista consiga sobreviver – mesmo com um porte muito distante do que já teve. Ao entrar em recuperação judicial, sua dívida era de quase R$ 700 milhões.

Segundo fontes próximas ao caso, as mudanças do plano de recuperação  realizadas ao longo dos últimos meses são bastante pontuais e não mudam as premissas. A rede propõe que os credores possam optar por um deságio de 80% da dívida, com o pagamento do restante em ações da empresa, que é listada na Bolsa. A segunda opção é a de receber até 2048, com o início do pagamento em 2026 e juros de 0,5% ao ano.

Da dívida com garantias (não quirografária), grande parte está nas mãos do Banco do Brasil – mais de R$ 120 milhões. Uma fatia bem menor pertence ao Itaú Unibanco. 

O BB não tem se colocado contra o plano, mas suas decisões têm sido lentas, o que explica o longo período de ajustes. Ainda que o prazo para a realização da assembleia esteja perto do fim, um novo adiamento não é descartado, apesar de fontes alegarem otimismo de que o BB estará pronto para votar o plano a partir do dia 16 deste mês, conforme o cronograma.

O BB também vem tentando vender seu crédito da Saraiva para fundos de investimento. Internamente, a leitura é de que, se isso ocorrer, poderá ser positivo para o plano, pois pode acelerar sua aprovação.

Outra parte da dívida da empresa está nas mãos de fornecedores, como editoras e prestadores de serviços. Há ainda os aluguéis de shoppings, que não foram pagos. O acerto com esse grupo, contudo, já teria sido feito. A visão interna é de que sair da recuperação judicial ajudará a Saraiva a voltar a ter produtos em consignação (a loja expõe o produto, sem a necessidade de compra) e não precisaria mais gastar seu caixa para ter sortimento em suas prateleiras.

Da Redação, com informações do Estadão

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