Nesta sexta-feira (17), o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (PV), fez uma coletiva à imprensa para divulgar um balanço de suas ações. Cidade afirmou que conseguiu cumprir os projetos que estavam prontos para serem votados.
”Aprovamos a Lei do Gás que é um marco para a Assembleia, regulamentamos o transporte hidroviário no Amazonas, que é uma lei que se arrastava há muitos anos, sem falar na aprovação do Auxílio Estadual permanente que vai beneficiar milhares de famílias em situação de vulnerabilidade”, elencou o parlamentar.
O presidente da Casa destacou que 50% das emendas impositivas dos deputados, em 2022, serão destinadas para a área da saúde, que segundo ele é o principal “gargalo” do Estado e também considerou positiva a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) nesta quinta-feira (16).
Dentre os destaques do balanço da Aleam, Roberto Cidade reforçou que teve preocupação com o bem estar dos servidores da Casa ao conceder para eles o maior aumento salarial dos últimos anos. Segundo o deputado, os 38% a mais no bolso servirão como motivação diária.
Responsabilidade com o erário x licitação milionárias
Questionado sobre os desafios, Roberto Cidade disse que “2022 é ano de avançar com muita responsabilidade e maturidade, vendo a estrutura da Casa e vendo o que poderá ser feito e cumprido”.
Entretanto, a postura apresentada parece não condizer com o que o cidadão pode acompanhar nos diários oficiais do Legislativo em diversas licitações.
No Diário Oficial do Legislativo do último dia 23 de novembro, foi divulgada a homologação de um processo licitatório milionário que dá ”sinal verde” para compra de uma série de itens destinadas à uma ‘repaginada’ no mobiliário da Casa.
O custo das eventuais aquisições chega a R$ 10.559.318,50. Só de cadeiras, seriam 1.082 unidades ao custo total de R$ 2.109.459.
Questionado sobre o tema, Cidade disse que o processo será revisto para que todos os preços sejam reajustados, principalmente aqueles que estiverem em desacordo com a realidade dos valores praticados no mercado atual.
Ele reforçou que o prédio da Aleam tem 15 anos e que, por isso, já precisa de reparos. ”Existe uma necessidade. Vocês querem que eu deixe a Assembleia cair aos pedaços?”, disparou o chefe do legislativo estadual.
Fim das sessões híbridas
O fim das sessões híbridas, que têm gerado polêmica entre os parlamentares que comparecem com frequência e aqueles que dificilmente marcam presença no plenário, será discutido na primeira sessão de 2022, marcada para o dia 1º de fevereiro.
”A sessão híbrida já é um marco, é difícil tirar isso. Mas a gente tem que construir normas, botar regras, ela está muito cômoda (…) então, temos que criar regras para que a gente não tenha perda de quórum”, comentou Cidade.
Texto: João Luiz Onety
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