Fabricantes do Polo Industrial de Manaus (PIM) sentem os reflexos do agravamento da pandemia da Covid-19 no Sudeste do país, região que mais fornece insumos ao Amazonas. Com menor demanda por bens duráveis, as empresas se reprogramaram com redução de horários e consequentemente, na produção.
De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, ainda não é possível informar números sobre queda na produção e no faturamento, mas a previsão é que o maior impacto seja registrado no mês de abril.
“As empresas que já previam a hipótese da segunda onda da Covid-19 no Sudeste, se programaram. As indústrias estão com horários reduzidos e produção em baixa. As mudanças de maior isolamento só irão refletir em abril. Com certeza seremos atingidos. Ainda não temos números”, disse o empresário.
O presidente da Fieam, Antonio Silva, informou que a retração no consumo, um dos efeitos da pandemia, impacta na demanda por itens eletroeletrônicos produzidos pelo PIM.
“A retração do consumo tem impactado fortemente a demanda por bens de consumo duráveis, carros-chefes do nosso polo. Como as indústrias trabalham com pedidos antecipados, devemos ter números precisos nas próximas semanas”, comentou.
Componentistas temem continuidade de lockdown
Conforme o presidente da Associação dos Fabricantes de Componentes da Amazônia (Aficam), Roberto Moreno, uma possível continuidade do decreto de lockdown nos estados da região Sudeste poderá impactar a produção local.
“Ainda há cargas em trânsito. Poderão ocorrer impactos se o lockdown se estender muito. A maioria das fornecedoras de insumos não tem proibição de funcionamento. Existem algumas restrições de circulação de pessoas, situações pontuais que cada um na cadeia busca solucionar”.
Reportagem: Priscila Caldas
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