quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Refina Brasil diz que incentivo ao refino de petróleo na ZFM abre portas para 'novos players'

COMPARTILHE
Foto aérea da Refinaria da Amazônia, a Ream
Refina Brasil diz que incentivo ao refino na ZFM fomenta novos negócios. (Foto: reprodução)

O presidente da Refina Brasil, Evaristo Pinheiro, destacou que a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter os incentivos fiscais ao refino na Zona Franca de Manaus (ZFM) e rejeitar a isenção de Imposto Seletivo (IS) para o petróleo exportado reflete uma compreensão estratégica sobre o setor de refino privado no Brasil.

Segundo Pinheiro, o incentivo fiscal concedido ao refino na ZFM, onde opera a Refinaria da Amazônia (Ream), não se limita a beneficiar uma única empresa.

“É um estímulo para que outros players interessados em investir na região possam ingressar, especialmente no setor do refino privado”, afirmou.

Pinheiro enfatizou a importância do setor energético para a região amazônica, onde cerca de 2 milhões de pessoas dependem de combustíveis para geração elétrica em sistemas isolados.

“Negar essa realidade seria comprometer a segurança energética de uma parte significativa da população brasileira, algo incompatível com um país que busca ser inclusivo e justo”, destacou.

Tributação do petróleo exportado

Sobre o Imposto Seletivo na extração de petróleo, Pinheiro defendeu a decisão do governo de não isentar as exportações. Apesar de reduzir a alíquota de 1% para 0,25% na extração de minerais, como petróleo, a negativa em abolir o imposto protege a indústria nacional de refino.

“O Brasil é autossuficiente na produção de petróleo, mas enfrenta um déficit diário de 600 mil barris em derivados. Isentar os exportadores de petróleo condenaria o país a uma dependência de importações de derivados, inviabilizando novos investimentos em refino”, explicou.

Ele também alertou para os riscos da instabilidade geopolítica global, que pode impactar tanto os preços quanto a oferta de combustíveis.

Impacto para o setor de refino

Pinheiro acredita que as decisões do governo reforçam a competitividade da indústria de refino nacional, ampliam a segurança energética e criam um ambiente favorável para novos investimentos.

Ele ressaltou que o estímulo ao refino na ZFM é fundamental para atrair mais investidores e fortalecer a cadeia produtiva de combustíveis no Brasil.

COMPARTILHE