quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Reembolso por descontos indevidos do INSS já somam R$1 bilhão

COMPARTILHE
(Foto: Divulgação).

A Advocacia-Geral da União (AGU) estima que os pedidos de reembolso feitos por aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), vítimas de descontos indevidos em seus benefícios, já somam R$ 1 bilhão.

O cálculo tem como base os mais de 1,7 milhão de beneficiários que informaram ter sido lesados por cobranças realizadas por associações e sindicatos, sem autorização formal.

As queixas dos segurados estão no centro da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga fraudes em mensalidades aplicadas a filiações supostamente inexistentes.

Segundo dados consolidados até as 17h de terça-feira (20), mais de 1,74 milhão de pedidos de reembolso haviam sido registrados no sistema do INSS.

Leia Mais

As entidades apontadas terão 15 dias úteis para apresentar documentos que comprovem o vínculo com os beneficiários, como a ficha de filiação, autorização de desconto e cópia do documento de identificação do segurado. Se não houver comprovação, os valores serão devolvidos automaticamente.

Caso as entidades não façam os ressarcimentos dentro do prazo legal, o governo poderá recorrer ao Tesouro Nacional para garantir os pagamentos, após avaliar o volume de recursos bloqueados e o montante efetivamente perdido.

Em uma projeção máxima, se todos os descontos fossem considerados indevidos, o impacto fiscal poderia alcançar até R$ 5,9 bilhões, hipótese considerada improvável pelo governo, mas que acende alerta sobre a fragilidade dos mecanismos de autorização de débitos no sistema previdenciário.

A operação levanta preocupações sobre a transparência nas relações entre entidades representativas e aposentados, além de potencial pressão adicional sobre as contas públicas, em um momento em que o governo busca conter gastos e ampliar a base de arrecadação.

*Com informações Infomoney

COMPARTILHE