Cinco parlamentares do Amazonas assinaram o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar fraudes em descontos nas aposentadorias do INSS.
O requerimento foi articulado por parlamentares da oposição, que reuniram 259 assinaturas — 223 de deputados e 36 de senadores.
Os números superam o mínimo exigido para a criação da CPMI, que é de 182 assinaturas na Câmara e 29 no Senado. A comissão será formada por integrantes das duas casas legislativas.
O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (12/5) e busca apurar denúncias de que aposentados e pensionistas tiveram valores descontados de seus benefícios sem autorização.
Do Amazonas, apoiam a criação da comissão o senador Plínio Valério (PSDB) e os deputados federais Adail Filho (Republicanos), Átila Lins (PSD), Capitão Alberto Neto (PL) e Pauderney Avelino (União Brasil).
A proposta surge após uma operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), no fim de abril, identificar um esquema de descontos indevidos feitos por sindicatos diretamente nas aposentadorias e pensões.
Apesar do avanço, a instalação da comissão depende de um passo decisivo: a leitura do requerimento em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Sem essa etapa, a investigação parlamentar não pode ser iniciada oficialmente.
Mesmo com apelos do governo para barrar a CPI, alegando que a Polícia Federal já conduz investigações, parlamentares de partidos da base assinaram o pedido. Entre eles, estão 11 deputados do MDB, 11 do PSD, 13 do Republicanos, 14 do PP e um do PSB, o deputado Heitor Schuch (RS).
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